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Brasileiro

A volta de Rafinha

Meia-atacante lidera o Coritiba no empate por 2 a 2 com o Santos, ganhando confiança para a decisão da Copa do Brasil

Emerson, do Coritiba, disputa a jogada com o santista Edu Dracena no lance do primeiro gol do Peixe: Coxa reclama de falta | Rogério Soares/ Tribuna de Santos
Emerson, do Coritiba, disputa a jogada com o santista Edu Dracena no lance do primeiro gol do Peixe: Coxa reclama de falta (Foto: Rogério Soares/ Tribuna de Santos)

Finalista da Copa do Brasil pelo segundo ano consecutivo, o Coritiba foi de autoestima elevada ao litoral paulista, pegar o Santos. Moral que acabou reforçada com o empate por 2 a 2, ontem à noite, na Vila Belmiro.

"Nossa equipe está sendo respeitada no Brasil todo. Isso nos satisfaz e gratifica muito. Acreditamos no trabalho e que estamos no caminho certo", resumiu o técnico Marcelo Oliveira, ao término do confronto.

Condição que é apenas um dos pontos a ser comemorados após a jornada fora de casa. O desempenho de Rafinha, certamente, é outro. No segundo encontro com o São Paulo, na última quarta-feira, o baixinho teve uma atuação discreta (voltava de recente contusão). Contra o Peixe ele mostrou porque é o principal ídolo da torcida alviverde.

O Coxa já perdia por 1 a 0 – gol de Edu Dracena – quando Rafinha recebeu de Éverton Ribeiro e não perdoou, aos quatro minutos da etapa final. Mais tarde, Neymar recolocou os santistas na frente, vantagem perdida quando Rafinha, novamente, foi fundamental. O meia-atacante sofreu pênalti que Lincoln converteu: 2 a 2.

"Além de bom jogador, o Rafinha tem velocidade e cumpre muito bem as suas funções táticas. O que a gente quer é exatamente isso, a participação de todos os atletas pensando no coletivo", definiu Marcelo Oliveira.

Se não fosse o suficiente, outros dois aspectos foram exaltados pelos coxas-brancas. O primeiro deles foi ter "sobrevivido" à arbitragem complicada de Péricles Bassols (ver ao lado). O poder de reação demonstrado pela equipe que, por duas vezes esteve atrás no marcador, também foi destaque.

Melhor ainda se a recuperação aconteceu longe do Couto Pereira. Isso porque no ano passado, quando o Alviverde quase se classificou para a Libertadores, o desempenho como forasteiro foi o ponto fraco. Em 19 compromissos, 11 derrotas, 5 empates e somente 3 vitórias.

Neste ano foram três duelos, com dois insucessos e o empate com os santistas. Retrospecto igualmente ruim. Mesmo assim, há motivos para acreditar em um aproveitamento superior. "Hoje [ontem], nós mostramos que temos condições de ir bem sem o apoio da nossa torcida. Jogar com o Santos não é nada fácil", declarou o zagueiro Emerson, que ontem completou 100 partidas pelo clube.

Com o empate, o Coxa alcançou sete pontos e ocupa a 11.ª colocação. O adversário da próxima rodada será o Sport, em Curitiba, no domingo. Para esse confronto, o técnico Marcelo Oliveira deve escalar um time misto, de olho na primeira partida da final da Copa do Brasil com o Palmeiras, marcada para o dia 5 de julho, em São Paulo.

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