
A decisão de os jogadores do Coritiba não se concentrarem antes do duelo com o Rio Branco, na última quinta-feira, foi uma forma de protesto pelos salários atrasados, mas também serviu para ajudar o clube financeiramente. Foi o que defenderam dois dos atletas mais experientes do elenco alviverde: o goleiro Wilson e o meia Juan.
“Estamos com alguns problemas em relação a salários desde o ano passado. O grupo todo se reuniu, conversou com o [diretor de futebol] Valdir [Barbosa], e entrou em consenso que não concentraria. Até pelo fato de o clube estar passando por um momento ruim financeiro, os jogadores entenderam que não concentrando ajudaria um pouco também nessa parte, evitando gastos”, defendeu Wilson.
O elenco coxa-branca normalmente se concentra no Hotel Bourbon, que é parceiro do clube. Mesmo assim, há um custo para o Coxa, não revelado, cada vez que ocorre a concentração.
“Também pensamos em ajudar a conter gastos. Se existe essa dificuldade financeira, acaba sendo um gasto a menos para o clube. De alguma maneira, procuramos uma solução o problema ser solucionado”, reforçou Juan.
Sem influência em campo
Os atletas ainda disseram que a turbulência fora de campo não foi a causa do desempenho ruim diante do Rio Branco. O Coxa ficou no empate por 3 a 3 e só se livrou da derrota graças a um gol do goleiro Wilson aos 49 minutos do segundo tempo.
“Se a equipe não fez um bom jogo, foi pelo que foi feito no campo, nada a ver com esse fato, nada de greve”, garantiu Wilson. “Entramos motivados, mas infelizmente não conseguimos a vitória”, completou Juan.



