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Com campanhas e problemas iguais, Coritiba e Botafogo se enfrentam no Couto

As duas equipes estão na zona do rebaixamento e precisam ignorar situações fora de campo para sonhar com a permanência na Primeira Divisão

Alex é o jogador que mais critica abertamente a diretoria | Albari Rosa/ Gazeta do Povo
Alex é o jogador que mais critica abertamente a diretoria (Foto: Albari Rosa/ Gazeta do Povo)

O confronto entre Coritiba e Botafogo, às 21 horas, no Couto Pereira, marcará o encon­tro de duas equipes que enfrentam crises parecidas no Bra­­si­leiro. A péssima campanha das duas equipes é praticamente a mesma – apenas um ponto separa os cariocas do atual lanterna.

Confira as escalações de Coritiba e Botafogo

A fragilidade de ambos é explícita nos jogos como visitantes. Longe de casa, o time coxa-branca é o terceiro pior da competição, com uma vitória, quatro empates e dez derrotas. Desempenho que o Alvinegro consegue piorar, com um triunfo, dois empates e 11 resultados negativos em 14 jogos.

Os "irmãos" de crise são parecidos também fora de campo. Os dois clubes estão lidando com atrasos salariais, que chegaram a ser tema de faixa de protesto carregada pelos jogadores no Maracanã e no Couto Pereira.

Veja a classificação da Série A do Brasileirão

No Coritiba, o presidente Vilson Ribeiro de Andrade afirmou, ontem, que o "problema está resolvido", o que não significa que todos os jogadores já receberam, mas sim que os pagamentos estão em andamento. Ele ainda garantiu que há dinheiro para pagar os vencimentos até o fim do ano.

O endividamento crescente das equipes também é um ponto comum que os torcedores gostariam de esquecer. Segundo levantamento da Pluri Consultoria, empresa especializada em analisar finanças no futebol, a dívida líquida coxa-branca no fim de 2013 era de R$ 170 milhões, a 14.ª maior entre os 28 clubes analisados. Nesse quesito, "vitória" do Botafogo: dívida de R$ 698 milhões, a segunda maior.

Além de compartilharem dos mesmos problemas financeiros, Coxa e Fogão vivem a mesma triste experiência nos vestiários. As dificuldades extracampo tornaram tensa a relação entre a diretoria e jogadores. No ano passado, no Alto da Glória, Vilson chegou a cobrar que os atletas mostrassem "vergonha na cara". No último domingo, o capitão Alex declarou à Gazeta do Povo que 80% do que havia acordado com a diretoria em 2012, quando foi contratado, não foi cumprido.

No Botafogo, as reclamações por causa da falta de salá­rios levaram ao afastamento de quatro dos principais jogadores: Emerson Sheik, Bolívar, Julio Ce­sar e Edilson. Na última sema­na, uma discussão pública entre o goleiro Jefferson e o diretor de futebol, Wilson Gottardo, conturbou ainda mais os ânimos em General Severiano.

Completam o panorama dos dois fortes candidatos ao re­­baixamento os protestos das torcidas organizadas, com direito a invasão de treino no caso dos botafoguenses.

Em meio ao drama da ZR, o que importa ao Coxa é não deixar essas semelhanças chega­­rem ao placar do Couto. Lá, precisa dar verde e branco.

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