Líder invicto, a um empate de conquistar o turno, melhor saldo de gols, defesa menos vazada... Apesar de todo esse retrospecto, os jogadores do Coritiba estão tendo de conviver com as exigências da torcida. E vedam os ovidos.
"Vou ser sincero. Não me importo muito com vaias, isso não interfere na partida. Se a torcida vaia, eles têm os motivos deles. Mas no clássico não teve [apupos], escutei só o 'olé'. Se vaiaram, não escutei", garante o meia Robinho.
Na vitória sobre o Atlético (2 a 1), o público perdeu a paciência com o toque de bola coxa-branca, pois esperava mais gols diante da equipe sub-23 do maior rival. E não foi o primeiro episódio do tipo neste ano. Começou na quarta rodada com o J. Malucelli (1 a 0), continuou diante do Nacional (2 a 0) e do Toledo (3 a 1), até chegar ao Atletiba. Sempre com vitória alviverde.
"Não tenho escutado as vaias. Mas se ela vem é porque a torcida está ali, pagou ingresso e quer ver um bom futebol", comenta o zagueiro Leandro Almeida.
A cobrança vem da expectativa criada sobre o elenco coxa-branca, reforçado por Alex, Julio César e Bottinelli este nem sequer estreou. Por isso, os fãs esperavam um futebol mais envolvente.
No entanto, placares magros têm incomodado a torcida, em especial com a falta de objetividade. Tanto que as vaias não são direcionadas a um jogador especificamente, mas para o time como um todo, que tem caído de produção ofensiva nas etapas finais.
Na partida decisiva de domingo, quando o Alviverde encara o Londrina, no Estádio do Café, a situação será diferente, já que a torcida coxa-branca terá pouca voz. Isso se a expectativa da diretoria do Tubarão de colocar pelo menos 20 mil torcedores alvicelestes para apoiar o time da casa se confirmar.
Fato que, segundo Robinho, vai jogar contra os dois. "A pressão vai ser igual. Os dois querem ser campeões e a pressão vai ficar dividida entre as duas equipes."



