
Pelo segundo ano consecutivo, o Coritiba terá o apoio da torcida na segunda partida da final da Copa do Brasil, marcada para o dia 11 de julho, contra o Palmeiras. Assim como ocorreu na decisão do ano passado, no duelo com o Vasco, o Couto Pereira será o palco do jogo derradeiro da competição. Dessa vez, entretanto, o Alviverde espera que a volta olímpica seja dada pelo time da casa e que a tristeza da torcida, acumulada após um ano, transforme-se em euforia.
Os mandos de campo foram definidos no sorteio realizado pela CBF na tarde de ontem. O primeiro jogo está confirmado para o dia 5 de julho, uma quinta-feira, já que no dia anterior o Corinthians e o Boca Juniors jogam na capital paulista pela final da Libertadores. O local do jogo, porém, não foi confirmado. O Palmeiras cogita a hipótese de alugar o Morumbi, em vez de atuar na Arena Barueri, para faturar mais com renda de bilheteria.
A decisão no Alto da Glória, aliás, poderá garantir um novo boom na busca por planos de sócios do Coxa. Nas vésperas da final de 2011, o número de associados ultrapassou 30 mil marca que caiu nos meses seguintes. De qualquer forma, a casa estará cheia. No ano passado, o público pagante daquele jogo foi de 31.516.
O sorteio agradou ao técnico Marcelo Oliveira. "Se eu pudesse escolher, escolheria isso mesmo. Mas depende muito do primeiro jogo, porque é um regulamento especial e traiçoeiro. Por isso temos de estar muito preparados e com uma estratégia bem definida", comentou.
E o treinador sabe bem que é o primeiro jogo que faz a diferença. Na final contra o Vasco, o Coritiba perdeu a partida de ida, no Rio, por 1 a 0. Mesmo com um triunfo por 3 a 2 na capital paranaense, o título ficou com os cariocas.
O exemplo negativo ainda está bem vivo entre os jogadores. Por isso, o zagueiro Pereira admite que o primeiro jogo é o mais importante. "Sabemos que temos de procurar fazer um bom jogo lá, cientes de que tem a partida de volta em casa. Se possível, o ideal é fazer gols fora de casa para ter a vantagem de decidir em casa", disse.
Já o volante Willian preferiu o discurso do "tanto faz". Mesmo assim, não esconde que a torcida coxa-branca pode ser determinante. "São dois jogos. [O título] não vai ser definido lá nem aqui. Pensamos nos dois jogos. Mesmo assim, se precisarmos de um resultado, sabemos da força da nossa torcida que, como sempre, vai comparecer", fechou.



