A cidade de Londrina está eufórica e o Coritiba sabe bem disso. Na decisão de domingo, às 16 horas, no Café, os jogadores coxas-brancas vão encontrar um clima típico de final, com casa cheia e pressão intensa. Essa empolgação do rival, prometendo partir para cima, dizem os jogadores, de nada interfere na rotina no CT da Graciosa. Ou melhor, avisam, dá ânimo para o confronto.
"Como é bonito ver o Estádio do Café tendo novamente um público bom e ter o Londrina em uma decisão. Isso, para quem é do estado, é importante, estou satisfeito. Fiquei feliz com a possibilidade de a tabela ter proporcionado essa decisão", comentou o técnico alviverde, Marquinhos Santos.
Essa aura em torno do jogo não preocupa o treinador, seja em relação à participação da torcida ou à postura ofensiva do Tubarão. Aliás, são pontos dos quais o Alviverde pretende se aproveitar. "Temos trabalhado com os atletas o aspecto motivacional a nosso favor", comentou o comandante coxa-branca que, no entanto, não espera o Alviceleste partindo para cima. "O [Cláudio] Tencati é um treinador mais precavido e acredito que ele deva manter a estrutura que vem jogando desde a primeira rodada do Paranaense", completou Marquinhos.
O Coritiba precisa apenas de um empate para levar o primeiro turno. O clube, porém, refuta a ideia de jogar pela igualdade. Mesmo assim, os jogadores pedem atenção total, em especial ao trio ofensivo formado por Celsinho, Neílson e Wéverton.
"O campo é muito grande e temos de diminuir os espaços para parar os jogadores velozes que eles têm na frente", avaliou o atacante Arthur, ex-Londrina, provável substituto de Rafinha.



