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Coxa recebe o Grêmio e começa a desfrutar de paz no calendário

A partir de hoje, Coritiba terá mais cinco semanas completas de treinamentos até o fim do Brasileiro

Poupado da Sul-Americana, o meia Alex volta ao time em momento decisivo para o Coritiba | Daniel Castellano/Gazeta do Povo
Poupado da Sul-Americana, o meia Alex volta ao time em momento decisivo para o Coritiba (Foto: Daniel Castellano/Gazeta do Povo)
Deivid |

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Deivid

O Coritiba entra em campo hoje, às 18h30, contra o Grêmio, no Couto Perei­ra, sem distração alguma. Centrado apenas no Brasi­leiro, o time vai, a partir de agora, treinar mais, descansar mais e jogar menos – cenário ideal para o time evitar o rebaixamento.

Info: veja o calendário de Chamusca no Coritiba

Diante da eliminação da Copa Sul-Americana na quinta-feira, o Coxa passa a gozar de um calendário um pouco mais tranquilo em relação aos adversários – inclusive o de hoje, que "ganhou" pelo menos duas datas ao se classificar para a semifinal da Copa do Brasil.

Esse calendário menos frenético, aliás, foi antecipado pelo Alviverde. Ao enviar apenas reservas para a Colômbia para o jogo da competição continental – perdeu por 2 a 1 –, o técnico Péricles Chamusca teve pela primeira vez uma semana completa para treinar desde que chegou ao clube.

Nos 27 dias de trabalho, apenas em dez pôde comandar atividades técnicas e táticas, isso já contando os cinco dias da última semana. Ou seja, antes dessa semana cheia, o treinador teve a chance de treinar o time em apenas cinco oportunidades e teve seis jogos nesse período.

O ex-técnico do Coritiba, Marquinhos Santos, por exemplo, não teve nenhuma semana cheia entre 21 de julho até 24 de setembro, quando foi demitido após a derrota para o Itagüí da Colômbia no Couto Pereira – foram 21 partidas.

Uma sequência que vitimou vários jogadores e encheu o departamento médico do clube. Alguns fundamentais para o Coxa, como o meia Alex, que em dois momentos distintos desfalcou a equipe. Além dele, Júnior Urso, Willian, Leandro Almeida, Victor Ferraz, Bill e Geraldo também foram baixas no período. O camisa 10, inclusive, liderou o movimento Bom Senso FC, reação ao calendário caótico do futebol no país.

Um cenário que muda daqui para frente. Sem Copa do Brasil ou Sul-Americana, o Alviverde terá cinco semanas completas de treinamento para comportar os oito jogos que tem até o final do Nacional. Alguns times, inclusive que lutam contra o rebaixamento, como São Paulo e Flamengo, terão menos tempo para trabalhar e mais jogos para fazer.

Chamusca, que contabilizou o pior início (seis primeiros jogos) de um treinador no Alto da Glória neste século, agora tem argumentos suficientes para engrenar o Coritiba. Na última rodada deixou o líder Cruzeiro para trás e para provar que a tão comemorada semana cheia foi frutífera, vai ter de passar pelo Tricolor gaúcho, que entrou na rodada na vice-liderança.

O comandante coxa-branca está otimista que o tempo para treinar será revertido em resultado positivo hoje. Isso porque pôde, enfim, trabalhar conceitos que pretendia ter feito antes, mas que foram barrados pelo aperto no relógio. Agora teve a chance de evoluir o time.

"Estamos construindo um padrão de jogo e estamos evoluindo nesse padrão. Vamos jogar pelos três pontos, não temos outra alternativa. Vamos jogar em casa e já mostramos que podemos ganhar de qualquer adversário", disse Chamusca.

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