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Anderson Aquino e Éverton Ribeiro saem em disparada após o gol-relâmpago que abriu o placar no Alto da Glória | Daniel Castellano/ Gazeta do Povo
Anderson Aquino e Éverton Ribeiro saem em disparada após o gol-relâmpago que abriu o placar no Alto da Glória| Foto: Daniel Castellano/ Gazeta do Povo

O jogo

Digna de um clássico, a partida foi bastante movimentada e com muitos gols. Mesmo com um jogador a menos desde a etapa inicial, o Atlético fez frente ao Alviverde e chegou a empatar o jogo duas vezes. Mas o cansaço pesou e o time da casa ampliou e fechou a vitória por 4 a 2.

Opinião

Atlético já começou com um a menos no Couto Pereira

Gustavo Ribeiro, repórter.

Em meio à pasmaceira que permeou o Campeonato Paranaense até agora, surgiu um Atletiba para, felizmente, alterar essa lógica. E o jogo de ontem foi daqueles que merecem a alcunha de clássico, com muitos gols, polêmicas e nervosismo – faltou mesmo só a torcida do Atlético no Couto Pereira.

A goleada do Coritiba por 4 a 2 não foi construída apenas sobre o fato de ter um jogador a mais desde o primeiro tempo. Guerrón foi infantil ao agredir Lucas Mendes e prejudicou o Furacão, mas não foi só isso que determinou a vitória coxa-branca.

Marcelo Oliveira acertou e Juan Ramón Carrasco errou ainda no vestiário. Ao deixar Ligüera no banco e apostar em Marcinho, o técnico uruguaio já começou com um a menos. Do outro lado, o treinador do Alviverde aproveitou o bom momento de Éverton Ribeiro e o mando de campo. Ele fez um gol e esteve muito bem durante toda a partida.

Agora são dois jogos na final. O Coritiba chega mais fortalecido, mas o Atlético não está morto.

Clássicos estão sempre à procura de um jogador para ser "o nome do jogo". Ontem, no Couto Pereira, o posto ficou para um atleta que, até então, só havia começado duas partida como titular na temporada. Credenciado por três gols nos últimos três jogos do Coritiba, o meia Éverton Ribeiro foi escalado para começar a partida no lugar de Lincoln. E correspondeu às expectativas da torcida alviverde.

Logo aos dois minutos, no primeiro ataque coxa-branca, recebeu o passe de Anderson Aquino, da direita, e rolou a bola por baixo das pernas do goleiro Vinícius, abrindo o placar do Atletiba número 350. Ofensivo durante toda a partida, foi fundamental no terceiro gol do Coritiba, aos 30/2.º, um minuto após o Atlético ter empatado por 2 a 2. O toque de calcanhar para Roberto colocou o time da casa novamente à frente do placar no confronto com gosto de semifinal – valeu a taça do returno e classificou o Alviverde para a decisão do título estadual.

"Já o vi fazer coisas maravilhosas no São Caetano, o que nos levou a trazê-lo para o Coritiba [em fevereiro de 2011, quando estava emprestado pelo Corinthians ao time do ABC paulista]. Às vezes, não é no pri­­meiro ano que decola, tem de ter uma adaptação mais longa. No ano passa­do, o time estava bem encaixado", diz o técnico Marcelo Oliveira, ao explicar que o bom desempenho de Éver­­ton Ribeiro na atual temporada era esperado pela comissão técnica. "Ele pode jogar bem pelo meio, pelo lado esquerdo ou pelo direito", complementa.

O brilho de Éverton Ri­­beiro no clássico, no entanto, não significa a tomada do posto de Lincoln, que entrou no segundo tempo no lugar de Anderson Aquino e, depois de 13 minutos, marcou seu gol, concluindo boa jogada de Lucas Mendes.

"Não tenho motivo algum para questionar o Mar­­celo, não está escrito no meu contrato que vim para ser titular ou que sou a maior contratação do Coritiba. Vim para um grupo e ele [o técnico] tem de estar feliz por ter boas peças de reposição", afirma veterano de 33 anos, que não descarta jogar ao lado de Éverton Ribeiro. "Temos totais condições, somos ambos talentosos, com habilidade para ajudar o Coritiba", diz.

Outro destaque do time na temporada, o meia Rafinha deixou o campo on­­tem com uma torção no tornozelo. A gravidade do problema será avaliada hoje pelo departamento médico.

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