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Paranaense

Coxa vive clima de decisão prematura

Coritiba precisa barrar o embalado Londrina – invicto no returno, sem tomar gols e com o melhor ataque – para não transformar em sonho o tri estadual

Artilheiro do Coritiba e principal contratação do clube, o meia Lincoln, com sete gols, carrega a responsabilidade de ser decisivo contra o Tubarão | Felipe Rosa/ Gazeta do Povo
Artilheiro do Coritiba e principal contratação do clube, o meia Lincoln, com sete gols, carrega a responsabilidade de ser decisivo contra o Tubarão (Foto: Felipe Rosa/ Gazeta do Povo)
Cláudio Tencatti, técnico do Londrina: aposta nos contra-ataques |

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Cláudio Tencatti, técnico do Londrina: aposta nos contra-ataques

A situação do Coritiba é crítica no Paranaense. A posição na tabela do returno, delicada. E as atuações do time não convencem. Com esse panorama até então atípico para o contexto vitorioso da equipe comandada por Marcelo Oliveira no ano passado, apenas uma goleada por cinco gols de di­­ferença contra o Londrina – às 19h30, no Couto Pereira – serviria para apagar de vez o princípio de incêndio que se precipita no Alto da Glória.

Uma vitória simples, contudo, já servirá para estabilizar o am­­biente, ao menos até as próximas rodadas. A derrota para o Ara­­pongas, por 2 a 0, não deixou o Al­­viverde apenas em dificuldades na competição, mas fragilizou o time na tabela. O triunfo sobre o Tubarão, que tem 100% de aproveitamento no segundo turno, surge como uma cartada decisiva para o Coxa.

O time de Cláudio Tencati fez 15 pontos em cinco jogos. É líder com o melhor ataque desta fase (15 gols), e tem a melhor defesa (não sofreu gols). Um contraste forte em relação ao Coxa. Com 12 pontos, o Alviverde também precisa descontar a diferença de nove gols de saldo para depender apenas dele na luta pelo título do returno – que levará à final do Estadual com o Atlético.

"Acho improvável [vencer de goleada]", afirma o técnico Mar­­celo Oliveira. "Acho que não é o caso nem de se entrar pensando que vamos fazer cinco gols. Mas no futebol tudo é possível. Nossa esperança é de ganhar o jogo e produzir mais, de criar uma ex­­pectativa nova, de conseguirmos um time mais equilibrado, mais competitivo e termos mais inspiração."

As dificuldades do Coritiba são tão evidentes que uma simples olhada na tabela de artilheiros do time revela o desempenho inconstante dos setores da equipe. O vice-goleador, por exemplo, é o zagueiro Emerson, que tem seis gols e não vai jogar porque cumpre suspensão automática. A mar­­ca dele, entretanto, equivale à soma de bolas na rede de todo o ataque alviverde. Dos cinco jogadores do setor, apenas Marcel com quatro, Caio e Anderson Aquino com um cada, marcaram – o artilheiro do time é o meia Lincoln, com sete. Já a defesa "go­­leadora" tem média de um gol so­­frido no returno.

"A cobrança sempre existe, pois todo mundo sabe que a torcida cobra. Mas vai dar certo, vai dar certo...", diz o volante Willian, que pode ser uma das novidades do time. Outro atleta que entra é Démerson, exatamente no lugar do expulso Emer­­son. "Ninguém quer perder, mas a derrota uma hora ou outra ia acontecer. O im­­portante é levantar a cabeça e pensar no Londrina que é o nosso adversário direto na briga pelo segundo turno", fala o defensor.

Marcelo Oliveira não revelou a equipe titular. Ontem, fez mais um treino fechado para tentar acertar uma formação que possa mostrar criatividade, organização e equilíbrio. O treinador ad­­mite a dificuldade em encontrar o time ideal, e indica que um dos motivos é exatamente as mudanças constantes na escalação.

"Futebol tem disso. Às vezes vo­­cê tira um ou outro jogador e o time se desorganizada, se perde muito. Às vezes uma ou duas pe­­ças se encaixam e o time produz mais. E, realmente, ou por contusão, por opção ou convicção, tivemos de mudar", explica. "Tenho convicção de que neste ano al­­terna­­mos muito. E, embora tivemos coisas boas, ainda não encaixamos aquele time que nos de equilíbrio no jogo todo", analisa o téc­­nico, que ontem teve outro pro­­ble­­­­ma: Renan Oliveira, com dores de joelho, foi vetado.

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