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Paranaense

Coxas-brancas curtem manhã de ‘sacoleiros’

Parte da delegação alviverde usou a estratégia de ficar em grupo para conseguir mais desconto nas lojas do Paraguai | Marcos Labanca / Gazeta do Povo
Parte da delegação alviverde usou a estratégia de ficar em grupo para conseguir mais desconto nas lojas do Paraguai (Foto: Marcos Labanca / Gazeta do Povo)

Para alguns, uma sacola bastou. Para outros, a entrega no hotel foi a escolha. Teve até quem se aventurou e embarcou com uma televisão no ônibus. Foi dessa forma que jogadores, dirigentes e integrantes da comissão técnica do Coritiba deixaram Ciudad Del Este, no Paraguai, na manhã de ontem, após uma boa rodada de compras no período que tiveram de folga. Na delegação "sacoleira" estavam 27 pessoas – a outra parte preferiu ficar no hotel descansando.

Antes mesmo de atravessar a Ponte da Amizade, que separa Foz do Iguaçu da cidade paraguaia, o técnico Marquinhos Santos já sabia que não escaparia de abrir a carteira. "Já que estou por aqui [Foz], é uma boa. Ainda com família e filhos, tem de levar alguma coisa", disse.

Já do outro lado da fronteira, cada grupo tomou um rumo diferente. Alguns buscaram artigos esportivos, outros foram atrás de perfumes. A maioria, porém, queria saber era de encontrar produtos eletrônicos, os artigos geralmente mais procurados. E, claro, que fossem o mais barato possível.

Para conseguir um bom desconto, só a pechincha não bastou. O caminho foi bolar uma estratégia conjunta. "Como estamos em mais gente, negociamos um desconto maior para sair tudo mais barato", revelou o zagueiro Chico, que deu a dica para os companheiros ficarem de olhos bem abertos para não serem enganados. "Tem gente querendo vender a coisa errada e temos de ficar ligados", completou.

Apesar de estarem em grupos, os jogadores passaram despercebidos. À paisana, sem uniforme, misturaram-se entre os milhares de turistas que foram em busca de preços menores. Os rostos mais conhecidos, como Alex e Deivid, ficaram do lado de cá da fronteira.

Até pela multidão, o volante Willian se precaveu para evitar qualquer imprevisto. "Aqui o pessoal é muito rápido, mais rápido que jogador em campo. Tem de guardar bem o dinheiro, senão...", alertou.

De qualquer maneira, as cerca de três horas que a delegação coxa-branca permaneceu em Ciudad Del Este foram bem gastas, literalmente. "Aproveitamos os preços que são bem menores que lá em Curitiba. Até tinha deixado alguns presentes do final do ano para comprar aqui", completou Willian.

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