
Independentemente da média de idade da equipe titular ser de 21,9 anos, o elenco alternativo do Coritiba está sendo cobrado por resultados como se fosse o grupo principal. Consequência da derrota na estreia do Estadual para o Maringá, no domingo, e da necessidade de um desempenho melhor amanhã, contra o Arapongas, novamente fora de casa.
"Eles são jovens, mas são profissionais e tem que ter o mesmo tratamento e cobrança dos não tão jovens. Não pode ser diferente", garante o vice-presidente de futebol do Coxa, Paulo Thomaz de Aquino. "A comissão técnica vai saber trabalhar a performance dos atletas, avaliar a conduta e cobrar a responsabilidade de quem não estiver correspondendo", aposta o dirigente.
Embora essa cobrança exista, Aquino contou que ela não foi e não pode ser feita depois do jogo, com os envolvidos de cabeça quente. "Tenho certeza que o técnico Zé Carlos, depois de rever o jogo, vai ponderar coletivamente e individualmente", disse o vice-presidente, para quem o time sentiu em Maringá o calor, a pressão da estreia e do estádio cheio.
"Por mais que tenhamos uma sequência difícil nestes cinco primeiros jogos, com três jogos no interior e dois clássicos, esperamos que tenha uma evolução, uma resposta melhor dos jogadores", diz o dirigente, negando qualquer possibilidade do elenco principal aparecer no Paranaense antes da sexta rodada, como está planejado, independentemente dos resultados.
"A proposta é essa, dar estes jogos para que o Dado [Cavalcanti, técnico da equipe principal] e a comissão técnica avaliem os atletas. Se perder na quarta, não dá para mudar tudo. Não pode ser assim", resume Aquino.



