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Coritiba

Goleiro festeja chance no banco de reservas do Coxa

Com saída de Édson Bastos, porta se abre para o jovem Rafael Martins na reserva do titular Vanderlei

Goleiro Rafael Martins faz a defesa durante treino no Coxa | Marcelo Andrade/ Gazeta do Povo
Goleiro Rafael Martins faz a defesa durante treino no Coxa (Foto: Marcelo Andrade/ Gazeta do Povo)

Desde 2007, quando Édson Bastos e Vanderlei chegaram ao Alto da Glória, era quase impossível outro goleiro ser relacionado para as partidas do Coritiba. Agora, com a transferência do primei­ro para a Ponte Pre­­ta, uma porta se abriu para Rafael Martins, o prata da casa de 20 anos.

O jogador conta que, mesmo sem chances, nunca se desmotivou nesse longo período de espera. "Ao contrário, motivava sabendo que os dois são grandes atletas. Trabalhei firme e forte. Acho que o Coritiba tem um projeto diferente, uma escola de goleiros que pretende dar uma chance aos meninos da base. Acho que tudo está para mudar no Coxa na situação de goleiros", deixa no ar o novo camisa 12.

Após começar no União Ban­­deirante e quatro meses depois chegar ao Alto da Glória, em 2006, o arqueiro ganhou destaque entre os jovens atletas alviverdes em 2009. Nesse ano, ele foi eleito o melhor da posição na Copa Saprissa, torneio disputado na Costa Rica e no qual o Co­­xa ficou em quarto lugar.

Apesar do destaque, a passagem para o time profissional só ocorreu em 2010, com o título da Taça BH de juniores sobre o rival Atlético, feito que Rafael Martins consi­­dera o auge da curta carreira. "Trou­­xemos um título inédito para o clube e defendi três pênaltis", lembra. Uma destas penalidades, na semifinal contra o Juventude, foi decisiva no caminho para a conquista.

Com 1,90 m e 79 kg, o paulista de Pariquera-açu só não gosta de falar sobre os seus direitos econômicos. "Não tenho motivos para comentar o que diz respeito a mim e às pessoas ligadas a mim", resume.

Agora, sem "Bastinho", como Rafael Martins chamava o atual goleiro da Ponte Preta, o jovem divide-se entre os sentimentos de alegria e tristeza. "Fiquei chateado pelo Bastos ter ido embora porque foi um cara que me ajudou muito, sempre esteve do meu lado, me apoiou na minha subida [para o profissional]", conta. "É triste saber que um grande goleiro foi embora, mas ao mesmo tempo fico feliz por estar indo para o jogo. Pretendo aproveitar esta oportunidade", diz.

Ele assegura que só o fato de ficar no banco de reservas, vivendo a emoção de estar em um jogo profissional no Couto Pereira, já emociona o jovem. "Para mim era um sonho estar ali e hoje virou realidade. Ago­­ra é aproveitar e aprender com o Vanderlei", finaliza.

O Coritiba só volta a jogar no dia 6 de junho, quando enfrenta a Portuguesa, pelo Brasileiro, em casa.

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