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Brasileiro

Menor posse da bola colabora para declínio coxa

Perda de atletas importantes contribuiu para a redução do tempo em que o Coritiba comandava o jogo, antigo trunfo alviverde

Marquinhos Santos tenta resolver o problema dos altos e baixos do Coxa no Brasileiro | Marcelo Andrade/ Gazeta do Povo
Marquinhos Santos tenta resolver o problema dos altos e baixos do Coxa no Brasileiro (Foto: Marcelo Andrade/ Gazeta do Povo)

Contra o Internacional no domingo, às 16 horas, no Couto Pereira, o Coritiba vai tentar reeditar os melhores momentos que teve no Brasileirão e, quem sabe, retomar uma posição no G4. O time que antes comandava as partidas, hoje já não consegue se impor sobre os adversários e por isso tem tido dificuldades para triunfar – está há quatro jogos sem vencer.

O exemplo mais claro desse declínio durante os 90 minutos é a posse de bola. Com a característica de tocar a pelota para lá e para cá, o Alviverde se notabilizou inicialmente por deixar o combatente na roda. Até a 10.ª rodada, enquanto esteve invicto, acumulou uma média de 53,3% de posse.

Se na comparação com os embates seguintes a diferença não foi significativa (51,8%), o que pesa é a quantidade de partidas em que teve mais tempo com a bola. Dos 10 primeiros jogos, só não manteve mais posse que o adversário em duas oportunidades. Nos seis duelos posteriores, na metade viu o oponente dominar as ações.

Uma alteração forçada principalmente pela perda de vários jogadores, especialmente daqueles que ditam o ritmo, como Alex, Lincoln e Robinho. Os passes finalizados, por exemplo, caíram de 92% para 89%.

"Quando perde-se até três jogadores, não muda tanto o padrão de jogo. Mas quando são oito, mexe demais. Quem entra até treina junto, mas no jogo a cobrança emocional é diferente, assim como a qualidade de jogo", analisou o técnico Marquinhos Santos.

Como consequência disso, o número de gols despencou. Se antes a média era de quase dois por jogo, agora são necessárias duas partidas para marcar uma vez. Reflexo do número de finalizações certas, que foi reduzido de cinco para três por duelo.

Tanto que o Coritiba, que tinha um poder de reação grande, perdeu essa força. Saiu atrás do placar em cinco das dez primeiras partidas e buscou o empate ou a vitória em todas. Dos outros seis, viu o adversário marcar antes em cinco oportunidades e só conseguiu empatar em uma – nas outras perdeu.

O treinador corrobora os dados, mas também acrescenta nessa conta os erros de arbitragem contra o Corinthians (pênalti mal marcado a favor do Timão) e Criciúma (impedimento no segundo gol do Tigre). "Entre outras situações, eu coloco essa questão da arbitragem, que foi determinante para a falta de resultados e de rendimento em pontuação", completou.

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