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O Coritiba tem, a partir de hoje, 17 dias para o jogo de volta com o Cene, pela Copa do Brasil, e 20 para a estreia do Campeonato Brasileiro. Um período de reformulação no Couto Pereira, que certamente passará pelo gramado, com a contratação de jogadores, mas pode chegar ao banco de reservas.
O técnico Dado Cavalcanti deixou o gramado hostilizado por parte da torcida, que pedia a sua saída. Na sala de imprensa, teve toda a entrevista acompanhada pelo vice de futebol Paulo Thomaz de Aquino, o superintendente de futebol Mario Mazzucco e (boa parte) o gerente de futebol Tcheco. Os dirigentes seguiram direto para o vestiário conversar com o elenco. Saíram do estádio por outra porta, sem passagem pela sala de imprensa, e não atenderam o telefone. Deixaram sem resposta a pergunta crucial para o momento: Dado segue no Coritiba?
Nos bastidores, há um nome forte para o seu lugar. Vagner Mancini, vice-campeão da Copa do Brasil e terceiro no Brasileirão com o Atlético, teria até recebido uma sondagem do Coritiba. Presidente do Sindicato dos Treinadores, Mancini não admite conversar com clube que tem técnico empregado.
Dado, ainda o dono do emprego, estava visivelmente desapontado com o rendimento no Estadual. Não apenas pela eliminação na semifinal, algo que não acontecia com o Coritiba desde 2007, mas por não conseguir sair da competição com um time mais pronto. Terá de buscar soluções no mercado e transformá-las rapidamente em uma equipe mais forte.
"Temos necessidades que são visíveis e claras. São quatro jogadores no mínimo. Pedir paciência para a torcida numa hora dessas é dureza, normal que a tolerância diminua. Mas essa é a realidade do Coritiba. Temos de buscar nossas saídas", afirmou Dado.
Saídas que não estarão necessariamente disponíveis já para a estreia no Nacional, com a Chapecoense, dia 19 de abril. O próprio treinador admite um ajuste em dois tempos, em função da pausa da Copa após a nona rodada.
"Não tem como garantir que vamos começar dentro do esperado. A competição é dividida em duas partes. É preciso estar sempre ligado no mercado, pois é natural que no início alguns jogadores não se adaptem aos adversários e se tornem boas opções para nós", comentou.
Hoje, é impossível cravar que Dado estará à frente do Coritiba mesmo no primeiro momento do Brasileiro.
"Chegou a hora de mudar algumas coisas no Cori", escreveu, em sua conta no Twitter, o meia Rafinha, jogador do clube entre 2010 e 2013. Uma ideia que é consenso no Alto da Glória. Resta saber em qual nível.




