
O técnico do Coritiba, Marcelo Oliveira, já sabe que não terá o seu campeão de assistências para o Brasileiro. Ontem, o meia Tcheco anunciou que irá realmente se aposentar após o fim da participação coxa-branca no Paranaense e na Copa do Brasil. Uma preocupação a mais para o treinador na competição mais importante do ano. Principalmente porque o time ainda não embalou na temporada.
Consciente de que Tcheco tinha desistido da aposentadoria no final do ano passado, mas que prolongaria a carreira apenas por mais seis meses, Oliveira tentou desde a pré-temporada montar a equipe sem o experiente atleta, que completa 36 anos amanhã. A ideia inicial era utilizar Willian e Júnior Urso como a dupla de volantes. Algo que só durou duas rodadas do Estadual.
Depois disso, o camisa 8 começou a se destacar, marcando e dando qualidade para a saída de bola. Além disso, com as duas assistências da vitória contra o Cianorte, o atleta chegou a seis no ano, sendo o melhor neste quesito do elenco alviverde ao lado de Rafinha.
"Assim como o Lincoln já fez várias assistências, o Rafinha também está dando uma de metidinho e está batendo umas faltas também. Não vai faltar cobrador", garante o próprio camisa 8.
O discurso de bom moço já condiz com a futura função. Tcheco foi convidado pelo superintendente de futebol Felipe Ximenes para ser uma espécie de assessor fora dos gramados até o final do ano. O próprio jogador admite que isso deve ocorrer.
"Já está bem definido, até porque nós tivemos umas conversas prévias. Acho que o momento de parar é agora", determina o meia, titular em 14 dos 22 jogos deste ano. "Não sei se teria por que eu jogar o Brasileiro também já que o treinador tem de arrumar o time para a sequência do campeonato", argumentou.
Questionado se não ajudaria mais o Coritiba se continuasse jogando pelo menos até o final do ano, Tcheco respondeu já com um clima de melancolia. "Até poderia, até teria essa condição. Mas só o jogador realmente sabe o que acontece para tomar uma decisão como essas", argumentou.
"Acredito que agora o momento chegou e de certa forma eu começo a lamentar muitas coisas que vão ficar para trás", finalizou.
Emerson almeja melhora defensiva
Ao alcançar, no domingo, a marca histórica entre os defensores-artilheiros do Coritiba, com 18 gols ao lado de Zambiasi , o zagueiro Emerson ganhou a reverência de outros jogadores de trajetória expressiva na posição. E também recebeu dicas para melhorar o seu desempenho.
"É uma marca significativa, principalmente para um zagueiro", afirmou Reginaldo Nascimento. No Coxa entre 1997 e 2005, o jogador considera que Emerson pode aprimorar a velocidade. "Mas ele consegue achar os atalhos do campo", destaca.
Outro ex-atleta coxa-branca satisfeito com a marca é Claudio Marques, com passagem pelo Alviverde entre 1969 e 1979. "O zagueiro sempre é lembrado para ser criticado quando falha. É legal que ele faça gols também", argumenta. "Ele não espera a bola chegar, ele ataca a bola. Tem de fazer isso defensivamente também", ensina.
Com 66 gols na carreira, Emerson avança rápido na sua meta de 2012: marcou 8 dos 10 gols planejados para a temporada toda. Agora, pretende melhorar a parte defensiva. "Estamos tomando alguns gols que não estávamos acostumados e não vamos nos acostumar", garante o atleta de 28 anos.
Eltinho, companheiro de Emerson no Coxa e também no Avaí, onde ele marcou 27 gols, sugere mais calma o zagueiro. "Ele está em uma temporada quase sem erros. A única falha esse ano foi reclamar com o juiz e ele acabou sendo expulso. Naquele momento, se exaltou um pouco. Se não acontecer de novo vai nos ajudar muito", afirmou.
"Zagueiro não precisa sair driblando, jogando, dando caneta. A função dele, ele exerce muito bem", fala Tcheco. "No caso do Emerson, se melhorar estraga", sentencia o capitão.



