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Tcheco rejeita psicóloga e assume ‘mente’ coxa

Em campanha para evitar o rebaixamento, técnico dispensou o trabalho de Flávia Focaccia para cuidar pessoalmente da cabeça dos jogadores

Tcheco gostou da postura do Coritiba contra o Internacional. Emocional surtindo efeito | Albari Rosa/Gazeta do Povo
Tcheco gostou da postura do Coritiba contra o Internacional. Emocional surtindo efeito (Foto: Albari Rosa/Gazeta do Povo)

A possibilidade de o Coritiba ser rebaixado já no domingo, na partida contra o Botafogo, às 17 horas, no Couto Pereira, fez o técnico interino Tcheco intensificar o trabalho emocional do elenco, dispensando inclusive o auxílio de uma profissional especializada na área. Tudo reflexo da importância da partida – uma derrota, combinada a vitórias de Portuguesa, Criciúma e Flu­­minense, além de um empate do Bahia, jogariam o Coxa para a Série B com uma rodada de antecedência.

Desde que assumiu o Alvi­­verde, há dez dias, Tcheco tem atacado principalmente o aspecto psicológico do grupo. Já sentiu diferença de ânimo, tanto na partida contra o Internacional – empate por 0 a 0 em Caxias do Sul, domingo – quanto no dia a dia, mas ainda sente que há muito o que fazer, especialmente para tirar o nervosismo dos jogadores antes da "partida do ano", expressão que ele fez questão de reforçar.

"Tem sido exaustivo fora de campo, mas consegui passar algumas mensagens. É mais uma semana assim. Independentemente da forma que vamos entrar taticamente, a parte emocional vai ser muito importante. E essa é ainda mais importante", analisou Tcheco.

Para ficar mais próximo dos comandados, ele até dispensou o trabalho diário da psicóloga do clube, Flávia Fo­­caccia, que vinha comandando atividades e acompanhando o plantel desde o início da queda de rendimento no Brasileirão.

Agora todas as ações motivacionais e o contato direto estão centralizados no interino, que até brincou com a situação de ter assumido o papel mais de "psicólogo" do que propriamente de técnico de futebol. "Nesta semana que estive à frente do Coritiba, tive de resolver algumas situações e ganhei adiantado uns seis meses de cabelo branco."

Rebaixamento é assunto proibido dentro do Alto da Glória. Essa, aliás, é uma das frentes que Tcheco tem trabalhado, de deixar de lado as estatísticas e a recente campanha ruim. A ordem é pensar daqui para frente, vencer o Botafogo para, quem sabe, chegar à última rodada com certa tranquilidade para confirmar a permanência na elite.

"Em momento algum o rebaixamento passou pela minha cabeça", afirmou o zagueiro Chico. "O Tcheco tem mostrado que temos qualidade, que ele confia no grupo, que não lideramos o campeonato por acaso. Ele está tentando resgatar a mesma confiança que tínhamos no início do campeonato", acrescentou.

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