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Aos 25 anos, Lionel Messi conquista a Bola de Ouro pela quarta vez e supera Zidane, Ronaldo, Cruyff, Van Basten e Platini

Figurino: com um  smoking de bolinhas da Dolce & Gabbana, o argentino Lionel Messi exibe a Bola de Ouro. No ano passado, o astro do Barcelona foi à festa da Fifa trajando um terno de veludo vinho | Walter Bieri/ EFE
Figurino: com um smoking de bolinhas da Dolce & Gabbana, o argentino Lionel Messi exibe a Bola de Ouro. No ano passado, o astro do Barcelona foi à festa da Fifa trajando um terno de veludo vinho (Foto: Walter Bieri/ EFE)

Lionel Messi voltou a fazer história. Após superar diversas marcas em 2012, o argentino acumulou mais um recorde em sua brilhante carreira ao faturar ontem a Bola de Ouro da Fifa pela quarta vez consecutiva.

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Ele foi eleito o melhor jogador do ano mais uma vez, ao deixar para trás o espanhol Andrés Iniesta, seu companheiro no Barcelona, e o português Cristiano Ronaldo, do rival Real Madrid.

O camisa 10 do Barcelona conquistou o prêmio com 41,60% dos votos dos técnicos e capitães das 209 seleções filiadas à Fifa e dos jornalistas convidados pela revista France Football – a premiação da publicação se fundiu com a honraria da Fifa em 2010.

Segundo colocado nos últimos dois anos, Cristiano Ronaldo repetiu a posição, com 23,68% dos votos. Iniesta ficou em terceiro com 10,91%.

"Não acho que este foi o meu melhor ano", afirmou o atacante, momentos antes de receber a Bola de Ouro. O astro referiu-se ao fracasso do Barça, que levantou apenas a Copa do Rei e a Supercopa da Espanha em 2012.

Ao vencer o prestigiado troféu pela quarta vez, o argentino superou nomes famosos da história do futebol como Zinedine Zidane e Ronaldo, que conquistaram o prêmio por três vezes. Também deixou para trás Michel Platini, Johan Cruyff e Marco van Basten. Eles obtiveram a honraria em três ocasiões, quando o prêmio ainda era restrito ao continente europeu.

"Para dizer a verdade, isso é realmente muito inacreditável. É o meu quarto prêmio. É grande demais para palavras...", comentou Messi, ao receber o prêmio das mãos do italiano Fabio Cannavaro, vencedor em 2006.

"Eu gostaria de agradecer aos meus outros colegas de Barcelona. Iniesta, é ótimo treinar e jogar ao seu lado. Eu também gostaria de reconhecer todos os meus amigos da seleção argentina. Todo mundo que trabalhou comigo, os treinadores", declarou o jogador, que não deixou de lembrar seu filho Thiago, nascido em 2 de novembro. "E também a minha mulher e meu filho. Obrigado."

Mesmo sem levantar títulos importantes na temporada passada, Messi voltou a brilhar nos gramados da Europa e da América do Sul em 2012. No Barcelona, se tornou o maior artilheiro da história do clube em partidas oficiais, com 233 gols, em 20 de março.

Também superou o recorde de gols em apenas uma edição do Campeonato Espanhol (50) e da Liga dos Campeões da Europa (14). Seu último feito foi deixar para trás a marca histórica de 85 gols em apenas um ano, feito de Gerd Müller, em 1972. Ao alcançar 91 gols em 69 jogos, em 2012, o argentino não só superou o alemão, como desbancou Pelé (75 gols em 1958) pelo caminho.

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