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Jogadores do Barcelona comemoram a vitória no superclássico diante de Gareth Bale, do Real Madrid. | Reuters/Paul Hanna
Jogadores do Barcelona comemoram a vitória no superclássico diante de Gareth Bale, do Real Madrid.| Foto: Reuters/Paul Hanna

Em um clássico simplesmente fantástico no Santiago Bernabéu, que contou com viradas no placar e muita emoção, o Barcelona venceu o Real Madrid por 4 a 3, neste domingo, e entrou de vez na briga pelo título do Campeonato Espanhol. O resultado, obtido com três gols de Lionel Messi, que ainda deu passe para Iniesta abrir o placar do jogo, fez a equipe da Catalunha chegar aos 69 pontos e colar no líder Atlético de Madrid e no próprio Real, respectivos líder e vice-líder.

Para completar, a vitória encerrou uma incrível série invicta de 31 jogos do time madrilenho, que também não era superado há 18 rodadas em uma partida do Espanhol. Curiosamente, o último revés ocorreu justamente em um clássico contra o Barça, no primeiro turno da competição, no qual o time catalão venceu por 2 a 1.

O jogo deste domingo foi disputado em ritmo alucinante desde o início. Logo aos 4 minutos, o francês Benzema já apareceu com boa condição de finalizar pelo lado direito do ataque, mas chutou mascado.

Mas foi o Barça, justamente em sua primeira investida ao ataque, acabou marcando. Aos 6 minutos, Xavi encontrou Messi, que recebeu pelo meio e acionou Iniesta pela esquerda. E o meio-campista, inapelável, invadiu a área e soltou a bomba para a bola pegar no travessão e entrar.

O Real não se abalou com o gol e foi pra cima do arquirrival. E já aos 11 minutos Benzema desperdiçou grande chance ao receber de Bale na cara do gol e chutar por cima.

Cristiano Ronaldo, até então bem marcado, só foi dar a primeira finalização aos 17 minutos, mas parou nas mãos de Valdés. E, logo no minuto seguinte, foi a vez de Messi achar Neymar, que entrou na área em ótima condição de finalizar, mas chutou fraco e depois no rebote fez falta em Marcelo.

Aos 19, Benzema começou a se redimir. Di María cruzou da esquerda para o francês subir e cabecear forte. Valdés ainda tocou na bola, mas ela entrou em seu ângulo esquerdo. E o gol incendiou o Santiago Bernabéu, que viu a equipe da casa virar o placar já aos 23. Di María tocou na esquerda para Marcelo, que cruzou para Benzema ajeitar com extrema categoria na coxa e fuzilar pelo alto para marcar outro. Um golaço.

A blitz não parava nunca. E o mesmo Benzema recebeu de novo em ótima condição de marcar, aos 25 minutos. Após novo passe vindo da esquerda, ajeitou e chutou no canto direito de Valdés. A bola passou pelo goleiro, mas Piqué salvou o gol em cima de linha.

A empolgação da equipe da casa, porém, foi esfriada novamente aos 41 minutos. Messi tentou tabelar com Neymar e a zaga cortou, mas a bola voltou para o pé do mesmo Messi, que cortou para o meio e fuzilou, no seu melhor estilo: 2 a 2.

A etapa final também foi muito emocionante. E o Real voltou a ficar na frente do placar. Aos 8 minutos, Cristiano Ronaldo recebeu de Benzema, driblou dois e foi derrubado fora da área por Daniel Alves. Mas o árbitro marcou pênalti, que o próprio astro português bateu com força no canto direito de Valdés, aos 9 minutos, para fazer 3 a 2.

Aos 17 minutos, entretanto, o Barça empatou também de pênalti. Neymar foi lançado nas costas de Marcelo, entrou na área e, cara a cara com Diego López, caiu após ser tocado de leve por Sergio Ramos, que acabou expulso de campo por ser o último homem no lance. Em seguida, aos 18 minutos, Messi bateu a penalidade no canto esquerdo baixo do goleiro para empatar o jogo de novo.

Com a expulsão, o técnico Carlo Ancelotti resolveu sacar Benzema e recompôs a zaga com a entrada de Varane, enquanto Gerardo Martino optou por sacar Neymar e colocar Pedro em campo.

E o gol do triunfo do Barça sairia de um terceiro pênalti. Iniesta, pelo lado esquerdo da grande área, tentou passar por Xabi Alonso e caiu na área. O juiz marcou a falta, em mais um lance discutível, e novamente Messi foi para bola, aos 37 minutos. E desta vez o argentino acertou com extrema categoria o ângulo esquerdo do goleiro, decretando o 4 a 3 neste histórico clássico de sete gols.

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