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Falta de experiência nas Eliminatórias é obstáculo extra para o Brasil

Apenas seis convocados por Dunga já disputaram as Eliminatórias – só três estão entre os titulares. Paranaense Miranda diz que empate na estreia será bom resultado

Treino da seleção brasileira visando ao jogo com o Chile, em Santiago: competição é novidade para a maioria dos convocados. | Rafael Ribeiro/CBF
Treino da seleção brasileira visando ao jogo com o Chile, em Santiago: competição é novidade para a maioria dos convocados. (Foto: Rafael Ribeiro/CBF)

Dos 23 jogadores convocados pelo técnico Dunga para as duas primeiras rodadas das Eliminatórias, apenas seis já têm experiência na competição: o zagueiro Miranda, os laterais Daniel Alves, Filipe Luís e Marcelo, o meia Kaká e o atacante Ricardo Oliveira. O Brasil não disputou a última edição, já era o país sede do Mundial.

No entanto, só Kaká – que será reserva contra o Chile, nesta quinta-feira (8) – disputou “para valer” o torneio: o jogador do Orlando City soma 26 jogos e 10 gols. Os outros atuaram pouco em partidas que valiam vaga em Copas.

Daniel Alves, por exemplo, o segundo colocado nesse ranking, tem nove jogos por Eliminatórias e, na maioria deles, foi reserva. Miranda jogou em três partidas em 2009: contra Peru, Bolívia e Venezuela, as três mais fracas seleções sul-americanas.

Filipe Luís e Marcelo têm um jogo cada, contra Venezuela e Equador, respectivamente, na corrida pelo Mundial de 2010. Ricardo Oliveira fez duas partidas em 2005, um ano antes da Copa da Alemanha. “Esse tipo de competição é completamente diferente. Disputei e sentia a diferença quando vinha da Europa”, disse o artilheiro do Campeonato Brasileiro com 17 gols.

Com Neymar suspenso, Miranda, um dos “veteranos” na competição, será o capitão brasileiro. Ele espera uma trajetória complicada e admite que considera um empate diante do Chile um bom resultado.

“Nosso primeiro objetivo é fazer seis pontos, mas levando em consideração o grau do adversário que vamos enfrentar e a qualidade da competição, é sempre importante pontuar fora. Se seis não for possível, sair daqui com um empate é um bom começo”, opinou.

O técnico Dunga destacou que, além de viver um bom momento e estrear em casa, os chilenos têm uma base consolidada, enquanto ele está num processo de reconstrução da seleção.

“O Sampaoli faz trabalho excepcional, 70% do time está com ele há anos, e o trabalho dele é excepcional”, disse o treinador.

“Enquanto o Brasil mudou muito os jogadores nos últimos anos, as demais mantêm boa parte. Há vantagem nesse aspecto. Tem jogador que jogou duas ou três Eliminatórias”, reforçou Dunga.

Jorge Sampaoli, técnico que conduziu os chilenos ao inédito título da Copa Améria, em julho, foi taxativo: segundo ele, a pior coisa que poderia acontecer para sua equipe é estrear nas Eliminatórias contra o Brasil.

“É o pior cenário. Continua sendo a maior potência do mundo. Apesar das críticas, vamos enfrentar jogadores de elite. Mesmo quando não está jogando bem, o Brasil é capaz de em algum momento da partida criar uma boa grande jogada e chegar à vitória”, justificou.

O Chile tem problemas para montar o time. O volante Aránguiz, ex-Inter, está vetado. Vidal, com inflamação no joelho, está praticamente descartado. O atacante Alexis Sánchez, grande destaque da seleção, sofre com dores na virilha, mas deve ir para o jogo.

O Brasil não perde para o Chile há 15 anos. A última derrota foi em agosto de 2000, nas Eliminatória para a Copa do Japão e Coreia do Sul: 3 a 0 em duelo disputado em Santiago.

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