
Cruzeiro e Atlético-MG decidem hoje a Copa do Brasil, às 22 h, no Mineirão. Duelo entre o atual bicampeão brasileiro e o vencedor da Libertadores da América do ano passado, respectivamente. Encontro que reforça a supremacia mineira no futebol brasileiro nos últimos dois anos.
Confira como os finalistas entram em campo no Mineirão
Ciclo iniciado no fim de 2011. Há quase três anos, o cenário era oposto. Os rivais de Belo Horizonte sofreram com a ameaça de rebaixamento ao longo do Nacional. O destino do Cruzeiro ficou para ser decidido no clássico da última rodada e o triunfo por 6 a 1 representou a salvação.
Desde então, ambos se dedicaram em duas frentes. A primeira, maior eficiência na administração dos recursos financeiros que não são poucos. Além disso, investimentos e trabalho profissional nas categorias de base.
"Cruzeiro e Atlético-MG desmistificam a tese de que os clubes que têm mais receitas ganham os títulos, de que pode ocorrer uma espanholização no Brasil, com Corinthians e Flamengo assumindo os papéis de Barcelona e Real Madrid", aponta Amir Somoggi, consultor de gestão esportiva.
A análise dos gastos com a bola em 2013, por exemplo, revela o acerto dos mineiros. No mesmo ano, o Corinthians consumiu R$ 248 milhões e o Flamengo R$ 180 milhões. O Galo desembolsou R$ 146 milhões, enquanto a Raposa despendeu R$ 157 milhões.
"São clubes com grande potencial de investimento. O Cruzeiro contou com R$ 100 milhões de investidores para montar o time, dinheiro de empresários para comprar atletas", diz Vilson Ribeiro de Andrade, presidente do Coxa.
Os recursos mineiros, entretanto, têm origens diversas. De acordo com o balanço do Cruzeiro de 2013, 41% da grana veio de bilheteria e sócios-torcedores, o equivalente a R$ 72,7 milhões.
Só o montante proveniente dos alvicelestes fiéis foi capaz de bancar a contratação do meia-cancha Julio Baptista. O ex-Málaga-ESP chegou dentro de um carro forte para ser apresentado à torcida no Mineirão.
O Atlético-MG, por sua vez, obteve R$ 25,4 milhões apenas em receitas de marketing no mesmo período. Faturou ainda R$ 66,1 milhões com a negociação de atletas, segundo o balanço de 2013 cifra turbinada pela venda do atacante Bernard, para o Shaktar Donetsk-UCR, por quase R$ 62 milhões.
Alternativas que Atlético e Coritiba têm condições de incrementar em um futuro próximo. "Precisamos melhorar a nossa base de sócios, sem dúvida. Ainda estamos implementando planos nesse sentido e é um recurso que deve crescer em pouco tempo", comenta Andrade.




