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Justiça

FPF tenta anular leilão e retomar posse da sede

Entidade protocou ontem embargos à arrematação judicial alegando que o leiloeiro responsável não estaria devidamente habilitado

A Federação Paranaense de Futebol (FPF) opôs ontem à tarde embargos à arrematação judicial da sua sede, localizada no bairro Tarumã, e leiloada no último dia 2 de maio para pagar parte dos débitos com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O departamento jurídico da entidade pede a nulidade do leilão sob a alegação de que o leiloeiro responsável pela venda não esta­­ria devidamente habilitado na Junta Comercial do Paraná para tal procedimento.

"Ocorre que o leiloeiro Jor­­ge Ferlin Dale Nogari dos Santos não consta do edital de 04/12 de Leiloeiros Oficiais recadastrados e habilitados, publicado no Diário Oficial", diz o texto da ação, a qual a Gazeta do Povo teve acesso. "Portanto, não poderia ter efetuado o leilão", justificou o advogado da FPF, Juliano Tetto, após protocolar o recurso ontem na 2.ª Vara Federal de Execuções Fiscais.

O nome do leiloeiro não consta na relação de profissionais habilitados no site da Junta Comercial. Jorge Ferlin Dale Nogari dos Santos, porém, garante que a ausência é uma questão de atualização dos dados e não haveria impedimento para a realização do leilão.

"Anualmente fazem uma coleta de documentos e certidões. Faltou a entrega de uma documentação, mas já enviamos no dia 24 de abril. Tenho, inclusive, protocolo confirmando isso. Mesmo assim não há uma destituição da função e nem um impeditivo para o exercício da profissão. É uma questão meramente cadastral", defende o leiloeiro.

Ele ainda atribui o recurso a mais uma medida protelatória da entidade para não perder o imóvel.

A sede de 800 metros qua­­drados, construída em um terreno de 2.170 metros quadrados na Avenida Victor Ferreira do Amaral, foi adquirida pela empresa AK7 Empreendimentos Imobiliários Ltda., de Curitiba, pelo lance mínimo de R$ 2,031 milhões. O imóvel foi arrematado para quitar parte dos R$ 4,8 milhões em dívidas com o INSS, de um total de cerca de R$ 40 milhões em débitos.

"É uma arrematação como outra qualquer, não há diferença por ser da Federação ou não. Apesar de sabermos que todo assunto envolvendo a Federação é delicado", afirmou um dos responsáveis pela empresa, que não quis ter o nome revelado.

Ele disse que o futuro do bem pode ser a revenda ou lo­­­­cação, não descartando o aluguel para a própria FPF. A destinação, porém, só será efetuada após o fim do processo na Justiça. Ele ainda revelou que há o interesse na área do Estádio Pinheirão, para futuros empreendimentos imobiliários.

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