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falecimento

Morre no Rio o polêmico árbitro Armando Marques

Ex-presidente da Comissão Nacional de Arbitragem ficou conhecido por errar na contagem de pênaltis do Paulistão de 73, além do escândalo da Máfia do Apito

Mesmo com os erros, Armando Marques era considerado um dos melhores árbitros do futebol brasileiro | Sérgio Lima / Folhapress
Mesmo com os erros, Armando Marques era considerado um dos melhores árbitros do futebol brasileiro (Foto: Sérgio Lima / Folhapress)

O ex-árbitro Armando Marques, que foi também presidente da Comissão Nacional de Arbitragem, faleceu na madrugada desta quinta-feira, no Rio, aos 84 anos. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, ele foi internado na terça-feira com quadro grave de insuficiência renal, na Coordenação de Emergência Regional (CER) do Leblon, na zona sul da capital fluminense, e não resistiu.

Como árbitro, Marques apitou as finais dos Campeonatos Brasileiros de 1962, 1963, 1964, 1965, 1966, 1967, 1968, 1969, 1970, 1971, 1973 e 1974. Neste último, na decisão entre Vasco e Cruzeiro, o time carioca vencia por 2 a 1 e o juiz anulou gol legítimo do cruzeirense Zé Carlos. Seria o gol do título dos mineiros. Ao longo da carreira, Marques se envolveu em outras polêmicas, mas foi também considerado um dos melhores do país.

O erro na contagem dos gols na disputa de pênaltis da final do Campeonato Paulista de 1973, quando o título estadual acabou sendo dividido entre Santos e Portuguesa, foi outro momento negativo marcante da carreira do árbitro.

Ficou à frente da Comissão Nacional de Arbitragem por oito anos até ser afastado em 2005, após a crise da chamada "Máfia do Apito", que envolvia os árbitros Edílson Pereira de Carvalho e Paulo José Danelon.

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