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Cuca festeja com Réver o título da Libertadores da América | Pedro Vilela / Reuters
Cuca festeja com Réver o título da Libertadores da América| Foto: Pedro Vilela / Reuters

O técnico Cuca não se conteve logo após a conquista do título da Copa Libertadores. Depois da apoteótica decisão por pênaltis, desabafou. E mostrou que a fama de azarado o incomoda muito. Ou melhor, o incomodava. "O Atlético é sofrido, é azarado, e eu também. E nós quebramos tudo isso, não tem mais azar p... nenhuma!", gritou o treinador, quase fora de si. "Muita coisa passa pela cabeça da gente em uma hora como essa, é muita pressão, muita responsabilidade".

Em quase 15 anos de carreira, o treinador acumulava apenas títulos estaduais e a pecha de ser azarado. E, antes de conquistar um campeonato nacional, ele consegue pular uma etapa e já dá o salto para o reconhecimento internacional entrando no seleto grupo de treinadores que foram campeões da Libertadores.

Supersticioso, cheio de manias e devoto fervoroso de Nossa Senhora, o treinador é um dos heróis da conquista porque foi o responsável por montar a equipe. Cuca assumiu o Atlético em agosto de 2011 lutando para não ser rebaixado no Campeonato Brasileiro, perdeu os seis primeiros jogos e, mesmo assim, salvou o time da degola. Quase dois anos depois, levou o clube ao título mais importante de sua história. Nesse período, ele fez o time jogar um futebol bonito e ofensivo.

O responsável pela sua contratação foi o presidente Alexandre Kalil, que também segurou as lágrimas ao final de decisão. "Eu estou muito feliz. Não consigo parar de pensar no meu pai (Elias Kalil, ex-presidente do Atlético). Esse título é dele. Nós trabalhamos para não sermos roubados. E ele me ensinou muito sobre o valor do Atlético. Quero agradecer a diretoria, parceiros comercias, que acreditaram nesse time".

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