Para Carlos Alberto Parreira, goleada da Alemanha por 7 a 1 sobre o Brasil nunca mais vai se repetir | Hugo Harada / Gazeta do Povo
Para Carlos Alberto Parreira, goleada da Alemanha por 7 a 1 sobre o Brasil nunca mais vai se repetir| Foto: Hugo Harada / Gazeta do Povo

Quatro meses depois de a seleção brasileira sofrer sua maior humilhação, a goleada de 7 a 1 para a Alemanha na semifinal da Copa disputada no país, Carlos Alberto Parreira, coordenador técnico da equipe de Luiz Felipe Scolari, diz que o resultado nunca mais vai se repetir.

"Vai marcar para sempre o futebol brasileiro, mas não podemos ficar vivendo daquele 7 a 1. Aconteceu, foi um desastre, decepcionou todos nós, jogadores, torcedores. Mas foi aleatório, nunca mais vai acontecer. Nunca aconteceu em uma semifinal, ainda mais com o Brasil, dono da casa", afirmou Parreira, em entrevista ao canal Sportv.

Mesmo assim, Parreira acredita que é importante separar o Mundial no Brasil do desempenho da seleção. "Tem o Mundial, Copa do Mundo, que acabou sendo um sucesso absoluto. Temíamos que fosse um fracasso, mas quando ela ocorreu não houve nenhuma notícia desastrosa. Tem a participação da seleção brasileira, que eu não diria decepcionante, mas não foi aquilo que esperávamos e queríamos".

Para explicar o porquê de o Mundial da seleção brasileira ter sido abaixo do esperado, o ex-coordenador aponta o pouco tempo que a equipe comandada por Luiz Felipe Scolari teve para treinar na Granja Comary, em Teresópolis. De acordo com ele, a falta de ritmo e os altos e baixos da maioria dos jogadores titulares durante a temporada atrapalharam a preparação do time nacional na Copa do Mundo.

"Não quero procurar desculpa, mas foi a menor preparação entre pelo menos as últimas dez Copas. Apenas 14 dias. Jogadores como Paulinho, David Luiz, Willian e Oscar eram praticamente reservas e não vinham jogando. Fred estava machucado, ficou um período longo sem jogar. Jô tinha altos e baixos. Vários jogadores não estavam em seu melhor momento físico. Daniel (Alves) entrava e saía no Barcelona. Marcelo saía no Real.

São sete jogadores. Como vai trocar? Já estavam acostumados, entrosados, dentro de um esquema. Foi pouco tempo para preparar uma seleção para uma Copa que foi muito intensa. Os jogadores sentiram essa falta de ritmo", explicou.

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