Leonardo Oliveira, presidente paranista.| Foto: Ivonaldo Alexandre/Gazeta do Povo

O discurso no Paraná para a estreia da Série B do Brasileiro deste ano é bem diferente do de 2015. Se no ano passado o então presidente Luiz Carlos Casagrande, o Casinha, confiava no acesso com três rodadas de antecedência, em 2016 o posicionamento da diretoria é de cautela.

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Perguntado se o Tricolor estreia sábado (14), diante do Brasil-RS, em Pelotas, como um dos favoritos a chegar à Primeira Divisão, o atual mandatário do clube, Leonardo Oliveira, preferiu um posicionamento mais comedido.

“Estamos preparados para buscar o acesso. Mas favoritos, hoje, são os 20 clubes da disputa”, argumenta o presidente. Oliveira considera que, tirando o Vasco, todos os outros clubes estão em pé de igualdade antes do início da Série B.

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Na avaliação do presidente, o Paraná começa a disputa em um cenário bem diferente das edições anteriores: manteve o técnico Claudinei Oliveira e a maior parte do elenco do Paranaense, está com um grupo enxuto, vai empolgado pela boa campanha no Estadual - terminou na liderança a primeira fase - e está com os salários em dia. Mesmo assim, aponta Oliveira, a direção e comissão técnica ainda têm muita coisa para acertar na busca do acesso.

“O planejamento é para chegar até o fim do ano à Primeira Divisão. Mas o campo não é uma ciência exata. Se fosse, subiríamos, porque trabalhamos bastante no planejamento do acesso”, reforça o presidente.

Outros olhos

Mesmo com o discurso pé no chão, Oliveira afirma que a situação administrativa atual do clube tem facilitado o trabalho dentro de campo. Principalmente na manutenção dos jogadores e na busca por reforços. “O mercado hoje nos vê com outros olhos. Antes, a gente procurava alguns jogadores e muitos nem nos davam resposta”, exemplifica.

Situação que faz com que os atletas paranistas também se tornem alvo de outros clubes. Como aconteceu com Válber na manhã desta quinta-feira (5), quando a CBF errou ao publicar a rescisão do meia no Boletim Informativo Diário (BID).

As poucas horas em que a falha ficou publicada no site da Confederação foram suficientes para que outros clubes procurassem Oliveira para tentar contratar o jogador. “O pessoal do Sampaio Corrêa, que adora o Válber, me ligou perguntando se ele estava saindo. E o pessoal do Paysandu, que tenta levar o Válber há um tempinho, só não ligou porque corrigiram a tempo o erro no BID”, afirma o presidente.

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O planejamento também pesou na permanência de Lúcio Flávio, artilheiro tricolor no Estadual com nove gols. Após dois meses de negociação, o atacante renovou com um contrato longo, até maio de 2018.

“Tive propostas financeiramente melhores de fora do país, da Coreia e do Irã. Mas acredito no projeto do Paraná. Não fiquei por dinheiro”, aponta o atacante.