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Série B

Boom de Santa Catarina inspira o Paraná na Série B

Tricolor tenta copiar a ideia de fazer ‘mais com menos’ de Joinville – oponente de hoje –, Chapecoense, Figueirense e Avaí para voltar à elite

João Ricardo substituiu o veterano Marcos no gol tricolor | Felipe Rosa/Gazeta do Povo
João Ricardo substituiu o veterano Marcos no gol tricolor (Foto: Felipe Rosa/Gazeta do Povo)

O Joinville, adversário desta noite, às 21 horas, na Vila Capanema, inspira o Paraná. Tudo porque, assim como Chapecoense, Figueirense e Criciúma, por exemplo, consegue fazer bonito em campo mesmo com um orçamento apertado, uma realidade que acompanha o Tricolor há alguns anos. Algo que o time paranaense tenta se espelhar para voltar à elite.

Há sete anos na Série B, o Paraná tem se descolado dos rivais Atlético e Coritiba, muito em função da diferença do dinheiro que entra de direitos de transmissão de televisão e de patrocínios. Essa disparidade deixou a dupla Atletiba mais próxima dos grandes da Série A e jogou a equipe tricolor a um patamar semelhante ao dos catarinenses.

O Tricolor, porém, não vem tendo em campo os mesmos resultados dos vizinhos. Avaí (2008), Figueirense (2010 e 2013), Criciúma (2012) e a Chapecoense (2013) chegaram à Primeira Divisão. O Joinville pode não ter subido, mas nas duas edições em que milita na Segundona passou perto. Foi sexto colocado em 2012 e 2013, sempre acima do Tricolor.

Essa superioridade em campo é nítida no confronto direto. Contra times catarinenses, o Paraná realizou 24 jogos de 2008 para cá e só conquistou 30,5% dos pontos. Número que piorou nos últimos dois anos: 28% em 2012 e 25% em 2013.

Os bons resultados fizeram com que o estado de Santa Catarina colocasse atualmente três representantes na elite e dois no nível logo abaixo. Clubes que continuam à margem dos grandes do ponto de vista financeiro, mas que têm conseguido montar times competitivos. Um case que o Paraná tem acompanhado com atenção e tentado repetir.

"Eles conseguiram subir um pouco o patamar, com times bem estruturados e mais fortes. O Paraná pode sim se espelhar, até pela folha [salarial] que não é alta. São trabalhos de anos e que podemos seguir", reconheceu o gerente de futebol, Roque Júnior.

Para a cúpula paranista, não há segredo para esse boom do futebol catarinense. Roque Júnior é taxativo ao dizer que são clubes que se organizaram com uma boa gestão. Ou seja, o trabalho começou fora de campo e desceu para o gramado de forma natural. É exatamente o que ele tenta fazer na Vila Capanema.

Esse olhar diferente para Santa Catarina se reflete inclusive nas contratações. Um mercado a ganhar corpo. O Paraná mesmo foi buscar Juliano Mineiro no Metropolitano de Blumenau e segue observando atletas na região. "Estive lá assistindo a alguns jogos e é um mercado que evoluiu bastante. Há jogadores interessantes e continuamos de olho", disse Roque Júnior.

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