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Série B

Claudinei encerra o ‘atacadão’ paranista

Desde o começo do ano, nada menos que 37 reforços desembarcaram na Vila Capanema. Técnico mudou política de contratações

Regularizado na CBF, Pedro Castro já está na delegação paranista que vai ao Rio enfrentar o Vasco | Antônio More/ Gazeta do Povo
Regularizado na CBF, Pedro Castro já está na delegação paranista que vai ao Rio enfrentar o Vasco (Foto: Antônio More/ Gazeta do Povo)

Entre 1.º de janeiro e amanhã, dia da partida do Paraná contra o Vasco, pela 14.ª rodada da Série B, nada menos que 37 reforços desembarcaram na Vila Capanema. Destes, 18, praticamente metade do total, já deixaram o clube. No atacado paranista, as posições que mais receberam jogadores foram o meio de campo e o ataque, com oito cada, seguidas pelos sete volantes.

Vai e vem que diminuiu de ritmo após a chegada do técnico Claudinei Oliveira — desde que foi contratado, em abril, o Paraná acertou com seis atletas, apenas três deles por indicação direta do comandante.

A delicada situação financeira do clube e o gosto por jogadores das categorias de base foram os fatores primordiais para a mudança na política de reforços do tricolor sob o comando de Oliveira.

"Seria fácil eu chegar aqui sabendo da difícil situação financeira pela qual passa o Paraná e, na parada da Copa, exigir a contratação de 15 jogadores como condição de permanência. Saber das condições do clube e ainda exigir um monte de coisa para trabalhar não dá. Então a gente optou por focar no trabalho e em qualificar o time taticamente", explica o treinador, responsável pela consolidação de garotos como o zagueiro Alisson (20) e o volante Marcos Serrato (20), pratas da casa, na equipe titular.

Mesmo quando entendeu ser necessário recorrer ao mercado, o técnico comprovou uma vez mais a predileção pela aposta em jovens de potencial: o volante Lucas Otávio (19), o atacante Tiago Alves (21) e o meia Pedro Castro (21), que trabalharam com Oliveira na base do Santos, são a prova disso. Os dois primeiros chegaram ainda na intertemporada e já assumiram a condição de titulares. O último teve seu nome divulgado no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF nesta semana e já compõe a delegação que enfrenta o Vasco, no Rio de Janeiro.

"O Pedro Castro é um jogador de bastante força física e que chega bem na área adversária. Quando estiver com melhor ritmo de jogo, vai agregar muito, podendo atuar ao lado do Lúcio Flávio no meio de campo. É algo que pode dar muito certo, pelas características dos dois, que se complementam", prevê Oliveira. "Estar no Paraná é um desafio para mim. Cada dia aqui é um aprendizado. Futuramente, para a minha carreira, isso vai ser um grande ganho", completa o treinador.

Para a partida de sábado, no entanto, com exceção da entrada do zagueiro Anderson Rosa na vaga do zagueiro Gus­­tavo (suspenso), Oliveira deve manter a mesma equipe que venceu o ABC-RN, na Vila Ca­­pa­­­­nema. Além da pressão para sair da zona de rebaixamento da competição — o Tricolor é o 17.º, com 13 pontos em 13 rodadas —, pesa ainda o retrospecto negativo contra o Vasco, atual 10.º colocado, em São Januário. Em dez partidas, foram sete derrotas, dois empates e apenas uma vitória do Paraná (4 a 1 em 2003).

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