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Série B

Dirigente reacende polêmica sobre aluguel da Vila ao rival

Apesar das negociações com o Atlético estarem encerradas, vice-presidente Luís Carlos Casagrande diz que o Tricolor precisa de dinheiro

Jogador Luisinho observa orientações do técnico Ricardinho durante treinamento na Vila Capanema: Tricolor faz jogo decisivo, amanhã, contra o Ceará | Daniel Caron/ Gazeta do Povo
Jogador Luisinho observa orientações do técnico Ricardinho durante treinamento na Vila Capanema: Tricolor faz jogo decisivo, amanhã, contra o Ceará (Foto: Daniel Caron/ Gazeta do Povo)

A polêmica do aluguel da Vila Capanema ao Atlético para a disputa de partidas da Série B do Brasileirão está presente até mesmo na cú­­pula paranista. O discurso oficial do Tricolor é de que as negociações entre os clubes estão encerradas, com a decisão final de não dividir o estádio com o Furacão. Porém uma declaração dada ontem pelo vice-presidente do Paraná, Luís Carlos Casagrande, rea­cendeu o caso.

"Eu, como torcedor, vou bater palma se não tiver jogo do Atlético aqui [na Vila Capanema]. Agora, como dirigente, tenho de pensar no clube. E precisamos de dinheiro", disse.

Casagrande também enviou um recado ao Rubro-Negro: "Se o Atlético aceitar a proposta, vem jogar como jogou no Campeonato Paranaense e será aceito. Desde que também o nariz fique um pouco menos empinado".

Para o presidente do Pa­­raná, Rubens Bohlen, a possibilidade de alugar o estádio ao rival está totalmente descartada, mesmo que isso impeça um reforço ao cofre tricolor. Atualmente, pelo Estadual, o Rubro-Negro aluga a Vila Capanema ao preço de R$ 50 mil por partida. "Não vai ter jogo do Atlético em nosso estádio pela Série B. Isso está fora de cogitação", afirmou. Segundo ele, o ponto final para as negociações foi dado pelo presidente atleticano Mario Celso Petraglia.

No dia 4 deste mês, durante sessão da Câmara dos Vereadores, o mandatário atleticano afirmou que o Pa­­raná cobrou R$ 75 mil por partida a ser disputada na Vila Capanema. Como seriam 19 jogos, o custo total chegaria a R$ 1,425 milhão e, segundo ele, a exigência tricolor era pelo pagamento adiantado. Nenhum desses valores é confirmado pelos paranistas, que se irritaram com a postura de Petraglia em expor o caso, já que antes disso vinham procurando um acerto em conversas com os dirigentes do Atlé­­tico Mauro Holzmann e Da­­goberto dos Santos.

"O presidente do Atlético foi lá na Câmara e falou de um assunto que estava em tratativa", criticou o superintendente de futebol do Paraná, Celso Bittencourt, que também descartou o aluguel. Como justificativas, ele apontou o desgaste do gramado e o fato de o Rubro-Negro ser um adversário direto na competição.

Dentro da Vila Capa­­ne­ma a diretoria paranista cor­­re contra o tempo para poder aumentar a capacidade do estádio. Ontem foram finalizadas as instalações de oito novas câmeras de segurança no estádio, que passaria a ter 12 pon­­tos de monitoramento – número mínimo exigido pela CBF para que a praça esportiva possa receber 17 mil pessoas em vez de 10 mil. Hoje a Polícia Militar deve realizar uma vistoria no local para avaliar a liberação da nova capacidade.

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