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Série B

Em crise, Paraná troca o desabafo pelo silêncio

Após revelar atraso nos salários e pedir ajuda para superar o déficit financeiro, clube se cala e ‘perde’ o presidente

Dirigentes do Paraná não falaram um dia após o desabafo de Dado Cavalcanti | Albari Rosa / Gazeta do Povo
Dirigentes do Paraná não falaram um dia após o desabafo de Dado Cavalcanti (Foto: Albari Rosa / Gazeta do Povo)

O Paraná calou-se no dia seguinte ao que externou todos seus problemas financeiros. O Tricolor deve atualmente dois meses de salários aos seus funcionários, além do 13.º de 2012. Aos jogadores e comissão técnica, o débito oscila entre um e dois meses. A situação gerou um pronunciamento do técnico Dado Cavalcanti após a vitória de terça-feira sobre o Boa por 3 a 1 e um apelo a sócios e empresários na resposta da diretoria. Após o pedido coletivo de ajuda, clausura e silêncio na Vila Capanema.

Confira os principais trechos do desabafo de Dado Cavalcanti

Em junho, uma paralisação seria deflagrada pelos funcionários, mas o mês que estava em atraso acabou sendo quitado prontamente. Trabalhadores em situação mais complicada acabaram ajudados pelos jogadores. A crise financeira vem se estendendo desde o início do ano. No fim do Estadual, o superintendente geral do Paraná, Celso Bittencourt, revelou que o custo do time na época era de R$ 1,2 milhão, contra uma receita mensal de R$ 950 mil. Ou seja, o déficit já era de R$ 250 mil a cada 30 dias. A intenção era quitar essas pendências acumuladas com a venda da sede do Tarumã, concretizada em abril. Os R$ 30 milhões, porém, acabaram não entrando por completo no caixa do clube, servindo para pagar dívidas que já estavam no âmbito judicial.

Sem contar com esse reforço econômico, o clube ainda viu crescer seu custo mensal em relação ao Paranaense, contratando um elenco mais caro para brigar pelo sonho da volta à elite.

Outra saída na qual se apostou todas as fichas foi no patrocínio da Caixa, que acabou não sacramentado mesmo com o clube tendo conseguido as certidões negativas necessárias.

Desde 2011, o Tricolor não tem um patrocinador máster definitivo na camisa e ainda processa a Sinoway, empresa chinesa do ramo de máquinas, por não ter pago o dinheiro referente ao contrato firmado à época. Neste meio tempo, viveu de patrocínios pontuais, como nos dois últimos jogos com a rede de restaurantes Madero.

O único ruído de ontem foi a oficialização do afastamento temporário do presidente Rubens Bohlen em uma nota oficial. O mandatário do clube chegou a ser internado no mês passado com uma crise de hiperglicemia – excesso de açúcar no sangue. Paulo César Silva assumiu a presidência.

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