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Série B

Identidades distintas

Paraná aposta em jogadores que já passaram pela Vila, ao passo que o Atlético optou por atletas sem ligação afetiva com o clube

Revelado no Paraná, o meia Lúcio Flávio é o símbolo da identificação do elenco com o clube | Henry Milléo/ Gazeta do Povo
Revelado no Paraná, o meia Lúcio Flávio é o símbolo da identificação do elenco com o clube (Foto: Henry Milléo/ Gazeta do Povo)
O atacante Marcão puxa a fila dos forasteiros que vieram para o Atlético recentemente para encorpar o grupo que disputa a Segundona nacional |

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O atacante Marcão puxa a fila dos forasteiros que vieram para o Atlético recentemente para encorpar o grupo que disputa a Segundona nacional

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Paraná e Atlético fazem amanhã, às 16 horas, na Vila Capanema, um clássico de campanhas semelhantes, mas de formações de elencos essencialmente distintos. Na Segunda Divisão desde 2008, o Tricolor resolveu apostar em duas vertentes principais para buscar o retorno à elite: experiência na montagem do elenco e identificação com as cores do clube. Por outro lado, o Atlético tem levado a campo jogadores sem ligação afetiva com o Rubro-Negro e, na maioria dos casos, recém-chegados ao CT do Caju.

O resgate da identidade paranista não ficou apenas na escolha de Ricardinho como técnico. Dos 13 jogadores que mais têm subido ao gramado entre os titulares, oito tiveram passagens anteriores pelo clube ou já estavam no elenco pelo menos desde o ano passado.

O lateral Fernandinho, de 31 anos, é um deles. Antes do retorno ao Paraná nesta temporada, já havia defendido a equipe em 2003. Tanto que tem fresco na memória a estreia com a camisa do Tricolor, exatamente contra o rival de amanhã. "Eu estreei contra o Atlético, a gente ganhou de 3 a 0 e fiz um gol, lá no Pinheirão. Mas perdi um pênalti também, antes que alguém lembre o negativo aí. Já estava cansado, foi no final do jogo, tem que considerar", brincou o jogador.

Aos 33 anos, Lúcio Flávio é o símbolo de prata da casa que retornou às origens. Ele jogou pelo Tricolor de 1997 a 2001 (somente em 1999 esteve no Internacional). Além dele, o carimbo tricolor está presente em outros titulares. Casos de Luís Carlos, Paulo Henrique, Alex Alves, Cambará, Luisinho e Welington, que vieram da base ou estão há mais de um ano na Vila.

Pelo lado rubro-negro, após a diretoria ter apostado nas categorias de base no início do ano, a "pegada" da Série B exigiu outro perfil de jogador. Alteração que se intensificou com o ex-técnico Jorginho, que praticamente montou o atual time-base – foi demitido antes de testar todos os atletas.

Dos 11 prováveis titulares contra o Paraná, apenas três vieram da base e resistiram – Manoel, Cleberson e Deivid. Dos "forasteiros", à exceção do goleiro Weverton, que chegou no final de maio, o que tem mais tempo de casa é o lateral Maranhão, cujo contrato começou em 9 de julho. E há quem chegou há menos de um mês, como Felipe, Henrique e Marcão, que mal foram apresentados. Mesmo assim, já assumiram a titularidade. O atacante Marcão, aliás, em quatro jogos, anotou três vezes.

Essa falta de identidade com o clube e a expectativa de encarar um rival tradicional tem mexido com o elenco. "Até pela formação desse grupo, a expectativa é diferente entre os jogadores. A maioria não participou [de um clássico paranaense] e isso vira um ingrediente a mais para o jogo", reconheceu o técnico Ricardo Drubscky.

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