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Série B

Luisinho amarga exílio no Paraná

Revelação tricolor em 2012, meia é preterido por técnico e vê sua cotação no mercado despencar

Luisinho treina na Vila: último jogo foi no dia 5 de julho | Antonio More/ Gazeta do Povo
Luisinho treina na Vila: último jogo foi no dia 5 de julho (Foto: Antonio More/ Gazeta do Povo)

Principal revelação do Pa­­ra­­ná em 2012, Luisinho amarga o exílio na Vila Capanema. Há quase três meses sem atuar na Série B, mesmo o banco de reservas tem sido raro para o meio-campista. Afastamento impactante para a carreira do atleta e para o caixa tricolor.

"Fico chateado com a situação, mas não deixo aparentar. Continuo trabalhando todos os dias, procuro me esforçar ao máximo nos treinamentos. O time está bem, não estou cobrando uma vaga", desabafa o atleta de 22 anos, forjado no Ninho da Gralha.

Na última vez que pisou o gramado substituiu Rubinho contra o América-MG (2 a 2), pela 7.ª rodada da Segundona, dia 5 de julho. Antes, entrou nos triunfos sobre ASA (1 a 0) e Paysandu (2 a 0). Depois, esquentou o banco outras quatro vezes. Para o compromisso com o ASA, amanhã, às 21 horas, não foi relacionado.

Apesar das poucas chances, Luisinho considera que teve bom desempenho. "De­­sempenhei um bom papel. Não tive continuidade. Acre­­dito que, com uma se­­quência, poderia voltar a fazer o campeonato que fiz em 2012", comenta.

A ausência, de acordo com o meia, é uma escolha do técnico Dado Cavalcanti. "É opção do Dado. Veio bastante jogador, escolhidos a dedo". Felipe Amorim e Kayke, contratados para o Brasileiro, têm a preferência do comandante na função de meia-atacante.

"A concorrência na posição é grande. Costumo fazer rodízio no banco para manter todos motivados. Jogador veloz, que usa o lado do campo, existe o Felipe Amorim, Kayke, Rubinho, Ronaldo Mendes. É natural. Tenho apenas de ter convicção no que estou fazendo", justifica Cavalcanti.

Como destaque na Série B do ano passado, autor de três gols, Luisinho era uma das apostas do Paraná para faturar com uma negociação. Em janeiro, um acerto com o Vitória fracassou por uma desavença entre as diretorias.

Agora, tanto tempo fora da vitrine, o jogador vê sua cotação despencar. "Isso desvaloriza. Se formos ver bem, o único que está jogando é o Alex [Alves, zagueiro], e o Luís Carlos [goleiro], que é mais velho, dos atletas da casa. O Paraná sempre revelou bastante e vendeu bem", diz.

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