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Série B

Paraná aposta em comandante multiuso

Com experiência como dirigente, jogador e até como sindicalista, Toninho Cecílio chega para ocupar ‘lacunas’ deixadas por Ricardinho

 | Antonio Costa/Gazeta do Povo
(Foto: Antonio Costa/Gazeta do Povo)

Mesmo sem experiência anterior, Ricardinho foi técnico, conselheiro e em alguns momentos era o rosto da diretoria no vestiário paranista.

Com uma série de investidas no mercado do futebol, Toninho Cecílio, 45 anos, chega para suprir as lacunas deixadas pelo ídolo tricolor.

O paulista de Avaré foi zagueiro, dirigente e até sindicalista, além de ser graduado em Publicidade e Propaganda pela Unip (Universidade Paulista). É neste perfil polivalente que o clube aposta para fechar a Série B sem sustos e disputar o Paranaense em 2013.

"Isto [a diversidade de experiências] me ajudou muito a ser um melhor técnico. Pude entender melhor o mundo do futebol e trabalhar melhor com as comissões técnicas e outros dirigentes", afirmou Cecílio na chegada.

Sobre como lidar com o grupo neste momento de instabilidade, frase de efeito: "O mundo do futebol é duro e eu tenho de ser duro. Alguns momentos até podem ser de descontração, mas, na dúvida, opto pela seriedade", avisou.

O novo treinador do Paraná foi zagueiro de clubes como Palmeiras, Cruzeiro e Botafogo, além de uma passagem pelo Coritiba em 1996 – era reserva da dupla Gralak e Zambiazi. Com a camisa palmeirense, no entanto, chegou a ser capitão entre 1986 e 92.

Tão logo parou de jogar, teve uma breve passagem como técnico e virou dirigente. "Outros treinadores como eu tiveram essa vivência de ser dirigente – como o Caio Júnior no Coritiba; e o Dorival Júnior no Figueirense. Isso ajudou muito na carreira deles", destacou.

Com cartola, Toninho Ce­­­­cílio passou pela Por­­­tuguesa Santista, Fortaleza e Palmeiras – de 2007 a 2010. Depois voltou à prancheta para treinar o Prudente, Vitória, São Caetano, Americana e Avaí. Não tem títulos, nem acessos. O melhor foi chegar à semifinal do Paulistão de 2010 pelo Prudente.

Cecílio não trabalhava desde a saída do Avaí, ano passado, quando foi demitido faltando quatro rodadas para o fim da Série A. Naquela oportunidade, a equipe estava a oito pontos de escapar da ZR, de onde não conseguiu sair mesmo com um novo treinador.

Na transição entre ser cartola e ‘professor’, Toninho foi ainda presidente do Sindicato dos Atletas Profissionais de São Paulo. A gestão ajudou a elaborar o anteprojeto da Lei Zico, promulgada em 1993, que acabou com a Lei do Passe no Brasil e foi embrião da Lei Pelé, atualmente em vigor.

Para o desafio na Vila Capanema, o técnico pretende aproveitar o legado de seu antecessor. "Vi o Paraná jogar algumas vezes neste ano e gostei de ver um time leve, abusado e que procura o gol. Está bem montado taticamente, fruto de um bom trabalho. Só temos de diminuir esta oscilação de desempenho, principalmente fora de casa", afirmou.

A estreia será sexta-feira, às 21 horas, contra o Joinville, em Santa Catarina. Ontem à tarde, no Boqueirão, Cecílio comandou o primeiro trabalho com o grupo.

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