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Patrimônio

Paraná sonha com novo estádio padrão Fifa

Tricolor planeja nova casa para 30 mil pessoas, dez vezes sua média de público, em negociação com a prefeitura

Em litígio entre Paraná e União, Vila Capanema pode virar moeda de troca com a prefeitura por estádio no Boqueirão | Marcelo Andrade/ Gazeta do Povo
Em litígio entre Paraná e União, Vila Capanema pode virar moeda de troca com a prefeitura por estádio no Boqueirão (Foto: Marcelo Andrade/ Gazeta do Povo)

Uma arena multiuso para 30 mil pessoas. O interesse da prefeitura em construir um complexo administrativo onde hoje é a Vila Capanema elevou ao padrão Fifa os sonhos paranistas. Apesar de ser ainda um esboço, essa se tornou a pretensão tricolor após consulta municipal, ainda em 2013. O endereço do novo espaço seria na Vila Olímpica do Boqueirão.

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O clube confirmou nesta semana a retomada das tratativas e a prefeitura aguarda a análise de uma equipe técnica sobre a viabilidade da negociação nos próximos 40 dias. "A ideia é essa. Uma arena e, de preferência, padrão Fifa. Já pensou ter uma bicicleta sem rodas?", brincou o vice-presidente do Paraná, Luiz Carlos Casagrande. "Na verdade, não fizemos nenhuma exigência. Não há nenhum projeto. Fomos consultados pela prefeitura e achamos que este seria o tamanho ideal. Capaz de receber os jogos e outros eventos. Sabemos que quase ninguém coloca 30 mil pessoas nas partidas hoje em dia", reforçou.

O Paraná, na verdade, coloca 10% disso. A média de público do clube na Série B é de 3.326 pessoas – a média geral da Segundona está em 5.245. O maior público do Tricolor foi contra o Vila Nova-GO, em agosto, quando levou 6.509 pessoas ao Durival Britto.

A Vila Capanema é o mote capaz de alavancar tanto a nova casa da administração pública municipal como a do Paraná. O projeto da prefeitura é contar com um edifício de dez pavimentos em uma área construída de 100 mil m². Além do terreno onde hoje está o estádio, o complexo aglutinaria onze imóveis ao lado, que somam 19,7 mil m², hoje administrados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e que serão cedidos à prefeitura.

A proposta prevê ainda a construção de uma nova Câmara de Vereadores. A ideia de um novo ‘centro cívico’, estimado entre R$ 350 milhões e R$ 450 milhões, tem como um dos pilares a economia. A construção seria arcada com o montante hoje despendido em aluguéis, taxas e serviços de condomínios que deixariam de ser gastos nos prédios que a prefeitura usa para abrigar suas estruturas administrativas,

Para isso, teria de haver um acordo para que a União, dona do espólio da extinta Rede Ferroviária Federal, proprietária original do terreno de 55,3 mil metros quadrados no bairro Jardim Botânico, doe a área à prefeitura. Espaço disputado judicialmente há quatro décadas pelo Paraná e seus antecessores. Litígio que enfim poderia ser resolvido.

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