O presidente do Palmeiras, Paulo Nobre, disse nesta sexta-feira (15) que só negociou o atacante Barcos com o Grêmio porque o argentino poderia sair de graça do clube devido às dívidas com o jogador herdadas da gestão anterior, de Arnaldo Tirone.
"O palmeirense precisa saber o seguinte: o nosso [departamento] jurídico nos disse que a situação do Barcos com o Palmeiras era precária e que corríamos o risco de perder o jogador de forma gratuita", disse Nobre, no município paulista de Itu, onde o elenco está durante toda a semana se preparando para o clássico contra o Corinthians, domingo, pelo Paulista.
Segundo o cartola, o ex-presidente Tirone deu um aumento retroativo a Barcos em dezembro de 2012, no contrato que havia prorrogado o vínculo do atleta até 2016, e "não honrou o pagamento".
Além de culpar a gestão anterior pela saída de Barcos, Nobre disse que a negociação, que envolveu o pagamento das dívidas com o argentino, mais R$ 2 milhões e quatro jogadores - um quinto ainda pode chegar -, foi boa para o Palmeiras e elogiou a postura do ex-atacante palmeirense.
"O jogador Barcos teve uma atitude 100% com o Palmeiras. Foi um jogador sério e respeitou a situação", disse Nobre.Segundo ele, Barcos "tinha manifestado vontade de sair do clube, mas não por falta de amor ao Palmeiras" e sim para conseguir retornar à seleção argentina.
PolêmicaNobre reconheceu que a negociação relâmpago do ídolo palmeirense, que fez 61 jogos e 31 gols em um ano de Palmeiras, foi polêmica, mas que foi a "melhor para o clube".
"O Grêmio necessitava do Barcos e o Palmeiras precisava mostrar elenco para a temporada de 2013", completou o cartola. "A decisão que tomei foi a que achei melhor para o clube", disse.
"Essa foi a primeira decisão polêmica dessa diretoria e podem vir outras. Posso até vir a errar, mas nunca vou errar por omissão", concluiu Nobre. Tirone não foi encontrado até o fim da tarde de hoje para comentar o assunto.



