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Paranaense

Líder, invicto, sensação do estadual, Jotinha teve até presidente cobiçado pelo Coxa, adversário no jogo que vale a ponta

Juarez Malucelli acompanha o treino do Jotinha. Dirigente decide tudo no líder do campeonato. | Brunno Covello/Gazeta do Povo
Juarez Malucelli acompanha o treino do Jotinha. Dirigente decide tudo no líder do campeonato. (Foto: Brunno Covello/Gazeta do Povo)

Responsável por montar o time líder do Paranaense, o presidente Juarez Malucelli foi cobiçado para estar do lado alviverde. Com 20 anos de experiência, o dirigente do Jotinha recebeu o convite para assumir o futebol do Coritiba, que tem neste domingo (15) o propósito de desbancar o único invicto do Estadual. O duelo das 16 horas no Janguito Malucelli vale a ponta.

Os donos da casa ocupam o primeiro lugar da classificação, com 20 pontos, e o Coxa vem em segundo, com 19.

“O [ex-presidente] Vilson Ribeiro de Andrade quis levar ele lá para o Coritiba. Você mão imagina como eu fui assediado para tentar fazê-lo aceitar”, contou Joel Malucelli. Ex-presidente do Coxa e presidente do grupo J. Malucelli, ele não conseguiu convencer o primo Juarez. “Não quis, tenho os meus compromissos aqui”, explicou.

E são muitos os compromissos. Nada acontece no Jotinha sem a participação do ‘Seu Juarez’. “Já trabalhei em alguns clubes. A diferença aqui é a organização. É time de dono. Tudo funciona”, explica o treinador Ary Marques.

Nomes de jogadores para serem contratados chegam sempre e de várias maneiras. Por email, telefone, indicação de empresários, ex-jogadores, dos próprios jogadores. Para falar com o mandatário, é só aproveitar um tempinho antes dos treinos que ele sempre acompanha. As portas do seu escritório também estão sempre abertas. Só não pode entrar bermuda. “Ah, não dá, né? É uma empresa”, explica.

A empresa é quem banca a equipe sensação do Paranaense. Com um orçamento de R$ 200 mil por mês, o grupo J. Malucelli aporta R$ 115 mil e os R$ 85 mil restantes são bancados com patrocínio e cotas de tevê. Apesar do investimento modesto, é a promessa de pagamento em dia que ajuda a seduzir os atletas. Foi assim, por exemplo, com Netinho, que jogo no Atlético de 2005 a 2010 e é o destaque da equipe. “O time deu liga”, comentou Ornedes Cordeiro dos Santos, o ex-zagueiro Nenê, diretor do clube.

O sucesso na temporada faz a equipe sonhar em avançar o máximo possível no Estadual, repetindo êxitos anteriores como em 2014, quando terminou em 5.º a primeira fase. Em 2013, foi o 4.º. Em 2009, vice-campeão. “O que mais queremos é conseguir mais calendário. Como a Copa do Brasil e a Série D. Na verdade adoramos futebol. Chega outubro e já estamos morrendo de saudade e não vemos a hora que comece o Paranaense”, brinca Juarez.

“Vemos o futebol também como um projeto social. Começamos assim com as escolinhas e hoje damos uma chance para esses atletas e profissionais que estão aí”, acrescentou ele, famoso no meio do futebol por ser avesso à exposição e às entrevistas.

Alguns ganharam uma ajuda e tanto. Maior negociação do clube, quando o volante Jucilei foi acertar com o Corinthians foi consultado sobre sua pretensão salarial e pediu R$ 45 mil mensais. “O clube respondeu que não porque piso era R$ 80 mil”, contou Joel Malucelli. Atrás de novos Jucileis.

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