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Vítima da ‘Selvageria do Couto” tem sequelas e reclama da falta de apoio do Coritiba

Anderson Moura, vítima da selvageria de 2009, reclama do descaso do Coritiba com ele. | Antônio More/Gazeta do Povo
Anderson Moura, vítima da selvageria de 2009, reclama do descaso do Coritiba com ele. (Foto: Antônio More/Gazeta do Povo)

Nesta quinta-feira (16) começou o julgamento de seis torcedores acusados de tentativa de homicídio por causa da ‘Selvageria no Couto’ ocorrida na última rodada do Brasileiro de 2009. Enquanto isso, Anderson Moura, 26 anos, uma das vítimas de um dos episódios mais trágicos do futebol paranaense, segue a espera de um apoio do Coritiba .

Moura, que sofreu um tiro de bala de borracha de um policial na ocasião, contou que há uma semana chegou a sofrer cinco convulsões no mesmo dia e que tem problemas com a falta de assistência médica. O problema seria sequela do ocorrido no Alto da Glória.

“Há um ano procuramos o clube, que falou que ia pagar o plano de saúde, e até agora não deram uma resposta”, reclama Moura. “Um dia eu esperei três horas com a expectativa de que desse certo e depois me avisaram que o responsável tinha ido embora”, lamenta.

O Coritiba foi procurado na quarta-feira (14), mas até o início da tarde desta quinta (15) não havia se pronunciado sobre o caso.

Quanto ao julgamento dos torcedores envolvidos, ele espera uma punição, já que o “que eles fizeram foi errado”. Mas o incomoda mais a ausência de uma sentença definitiva punindo o policial que atirou quando Moura estava na arquibancada.

“Eu entrei com uma ação na justiça, ainda não teve uma sentença e o policial segue na ativa. Participou até [como figurante] do filme Tropa de Elite 2”, afirma.

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