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Série B

Garra do Coritiba não evita derrota amarga

Alviverde perde para o Sport, no Recife, com dois gols do ex-ídolo Marcelinho Paraíba, hoje ícone da queda para a Segundona

Para tristeza da torcida alviverde, Marcelinho Paraíba comandou a derrota do Coritiba em Pernambuco | Aldo Carneiro/Futura aPress
Para tristeza da torcida alviverde, Marcelinho Paraíba comandou a derrota do Coritiba em Pernambuco (Foto: Aldo Carneiro/Futura aPress)

Não poderia ser mais amargo o sábado coxa-branca. A derrota para o Sport no Recife (3 a 2), onde o time nunca venceu, não pesou tanto na classificação da Série B, que ainda tem o Coritiba como líder. Valeu até pela luta e entrega da equipe, com um a menos du­­rante 22 minutos e buscando o empate. Ficou amarga mesmo pelos gols de Marcelinho Paraíba. O ex-ídolo, desafeto desde os episódios do rebaixamento no centenário do clube, conduziu o time pernambucano ao triunfo – e ao quinto lugar, botando seu time de volta à luta pelo acesso.

Desde o início, sabia-se que o Coxa enfrentaria uma pressão enorme. Tradicional, o adversário coxa-branca jogava suas últimas esperanças de colar no G4. O técnico Ney Franco, preocupado com o clima criado pela imprensa pernambucana, alertava: "Não pode ser encarado como guerra. É um jogo de futebol e temos de fazer o que temos feito durante o campeonato." Mas o Coxa começou mal demais, dando espaços ao Sport. E em dois pênaltis, Marceli­nho Paraíba deu boa vantagem aos donos da casa, que mesmo com muita luta, não pôde ser su­plan­­tada. Sem clima no Alto da Glória, Marcelinho foi político ao falar do Coxa. "Todo gol é igual. Apesar de ser contra meu ex-time, eu torço muito para o Coritiba subir também", afirmou.

Na saída, mesmo com o fim da invencibilidade no segundo turno, os jogadores coritibanos nem de longe pareciam abatidos. As estocadas do ex-ídolo doeram no torcedor, mas não no elenco, que viu na derrota um lado bom: a garra. "Com um a menos fica muito difícil. Mas o importante foi que a equipe teve brio", comentou o zagueiro Cleiton – desde o segundo gol do Sport, aos 27, o Coxa atuou sem Rafinha, expulso.

O tropeço no Recife, se não era desejado, ao menos pôde ser bem absorvido. "Graças a Deus a gente tinha aí uma gordura para poder queimar. E agora temos dois jogos em casa e temos de matar", projetava o capitão Jéci.

Ele falava da sequência contra Vila Nova-GO e Paraná, que pode aproximar o Coxa da elite brasileira mais uma vez. Os dois jogos, terça e sábado, no Couto Pereira, podem alçar o Coritiba aos 62 pontos (hoje tem 56), a dois da marca programada (64) para o acesso.

"Agora é mobilizar o torcedor para terça-feira conseguir a vitória", pediu Cleiton. Na caminhada rumo à elite, o tropeço no Recife poderá ser esquecido rapidamente, caso o Coxa supere o Vila Nova depois de amanhã. E então um novo reencontro com Marcelinho só ocorrerá caso o meia faça pelo Sport o que não fez em Curitiba.

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