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Paranaense

Genéricos futebol clube Xarás de jogadores consagrados buscam um lugar ao sol no Estadual-2010

  • Da Redação
Dyego Souza e Grafite: nome de craques do futebol brasileiro |
Dyego Souza e Grafite: nome de craques do futebol brasileiro
 
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Genéricos futebol clube Xarás de jogadores consagrados buscam um lugar ao sol no Estadual-2010

Veloso, Maicon, Dyego Souza, Grafite, Rincon e Renato Gaú­cho. Seis nomes que marcaram época no futebol brasileiro das duas últimas décadas batizam sete jogadores que buscam um impulso em suas carreiras de­­fendendo clubes do interior do Paraná. Um time de genéricos que sonha repetir o sucesso e a fama dos “originais”.

Maicon, lateral-direito do Na­­ci­­onal de Rolândia, é um ótimo exemplo do longo caminho a ser percorrido pelos anônimos. En­­quanto o Maicon famoso, ti­­tular da Inter de Milão e da se­­le­­ção bra­­sileira, estará marcando Ro­­naldinho no clássico mais esperado do futebol mundial neste fim de semana, o camisa 2 do NAC estará correndo atrás dos atacantes do Cascavel, no Es­­tádio Erick Georg, em Rolândia.

“O pessoal brinca comigo, pergunta se eu vim da Inter, fala para eu jogar igual ao Maicon. Eu até tento, mas não é bem as­­sim, né”, diz o Maicon de Rolân­dia, que também joga como volante.

Além do nome e da posição, os xarás da lateral-direita têm o nome inspirado em artistas fa­­mosos. O da Inter de Milão chama-se Maicon Douglas (versão brasileira do ator Michael Dou­glas), enquanto o do NAC suspeita ter sido batizado por causa da admiração de sua mãe pelo astro pop Michael Jackson.

“Todos os meus cinco irmãos tem nomes que começam com M”, acrescenta.

Para segurar o Maicon do Na­­cional, o Cascavel terá sua du­­pla de genéricos. No gol, a segurança de Veloso (com um “l” a me­­nos que o camisa 1 que fez fa­­ma no Palmeiras e hoje é técnico de futebol). No ataque, o vigor físico de Rincon – mais ofensivo que o ex-volante colombiano, hoje auxiliar no Atlético-MG.

Jeovanildo Francisco Rosa virou Rincon ainda no início de carreira, no Joinville. Apelo bem aceito por dois motivos: a paixão do novo Rincon pelo Corinthians e a força física similar.

Deidson Araújo Maia virou Ve­loso não por influência do ex-goleiro, mas sim de seu pai. Val­­dir Veloso Maia era conhecida em Montes Claros (MG) pelo no­­me do meio. O filho logo virou Velosinho. Quando cresceu, abo­liu o diminutivo e acabou abraçando a mesma profissão do xará famoso: goleiro. “Ele era mais técnico, eu sou mais arrojado, uso mais a força”, compara.

Ídolo do Palmeiras atual, o meia Diego Souza também tem sua versão no Paranaense-2010. Apesar da posição e da grafia diferente no nome, o Dyego Souza do Operário tem outro ponto em comum com o xará famoso: já defendeu o clube paulista. Revelado no Palestra Itália, permaneceu na Acade­­mia até 2008, quando voltou para sua cidade, a maranhense São Luiz, para defender o Moto Clube.

“Apesar de o outro Diego ser meia, gosto das características dele. É um jogador de força, protege bem a bola e tem um bom chute”, compara o alvinegro.

Companheiro de Dyego, o carioca Grafite é titular da zaga do Operário. Do alto de seus 1,94 m, ele abre o sorriso quando lem­bra da origem do apelido, na B-1 do Paulistão.

“Isso foi quando eu jogava em 2003 no Mirassol. Eu tinha um cabelão e a gente foi fazer um amistoso com o São Paulo, aí um companheiro falou que eu era parecido com o Grafite. Não teve como escapar, foi Grafite pra lá e pra cá”, conta Everton Pereira, xará do artilheiro do último Cam­­­­peonato Alemão, pelo Wolfs­­burg.

O Iraty também tem o seu Grafite. O apelido foi herança do Grafite original, quando os dois atuavam no Santa Cruz, em Recife. “O Grafite jogava no profissional e eu era da base”, conta o jogador, de 22 anos, também centroavante.

Reserva do Azulão, ele depende da boa vontade do técnico Gil­berto Pereira para travar um duelo pitoresco com Renato Gaú­cho, zagueiro do Toledo, na partida de hoje, em Irati. A exemplo do famoso ponta-direita dos anos 80 e 90, o beque do Porco só agregou o gentílico durante a carreira.

Renato Portaluppi tornou-se Renato Gaúcho ao trocar o Grê­­mio pelo Flamengo, na metade dos anos 80. Renato da Rosa Sal­­danha ampliou o “nome de guerra” no início do ano, quando o Toledo trouxe o za­­gueiro Renato Melo. Rebatizado, ele sonha ter a mesma trajetória de sucesso do atual técnico do Bahia.

“Por que não a seleção? É um sonho e a gente tem que sonhar alto”, ambiciona.

Colaboraram Rodrigo Kwiatkowski da Silva, especial para a Gazeta do Povo, da sucursal em Ponta Grossa; Fernando Araújo, do Jornal de Londrina; Luís Carlos da Cruz, correspondente em Cascavel.

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