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Paranaense

Geninho intensifica disputa pela camisa 9 do Atlético

No esquema tático que vem sendo usado pelo treinador do Atlético, só há lugar para um dos centroavantes no clássico com o Paraná no domingo

Nieto carrega Lucas em atividade física. Pelo menos nos treinos o velho ídolo da torcida veste a camisa 9, enquanto a 17 sobrou para o gringo | Jonathan Campos/ Gazeta do Povo
Nieto carrega Lucas em atividade física. Pelo menos nos treinos o velho ídolo da torcida veste a camisa 9, enquanto a 17 sobrou para o gringo (Foto: Jonathan Campos/ Gazeta do Povo)

Com o retorno de Nieto, que cumpriu suspensão contra o Cascavel na última rodada, está aberta a disputa mais acirrada por uma posição no time atleticano. O argentino e Lucas concorrem pela vaga de centroavante no clássico das 16 horas de domingo, contra o Paraná, na Vila Capanema. O técnico Geninho já informou que só divulgará o nome do camisa 9 no final de semana.

O único critério que não poderá ser utilizado pelo treinador na es­­colha é o número de gols marcados na temporada. Os dois jogadores balançaram a rede sete vezes, sendo os vice-artilheiros da equipe, ape­­nas atrás de Paulo Baier (10 gols).

A favor de Nieto está o aproveitamento. Ele jogou 9 partidas, en­­quanto Lucas entrou em campo 13 vezes, e permaneceu no gramado quase a metade do tempo do "ri­­val": 620 contra 1.158 minutos (sem contar os acréscimos das partidas).

Além disso, o gringo marcou gols em jogos mais importantes, como os que valeram a classificação no 2 a 0 diante do Paulista, em Jundiaí, pela Copa do Brasil, e no Atletiba, quando foi o responsável pela tentativa de reação rubro-negra no duelo que terminou 4 a 2 para o adversário no Couto Pereira.

Por outro lado, o ídolo rubro-negro há mais de dez anos, que retornou do Japão nesta temporada, é mais versátil que o argentino. Lucas já fez dois gols em chutes de longa distância, dois de dentro da área, dois de cabeça e um de pênalti. Nieto ainda não mostrou a mesma qualidade com os pés, tendo marcado quatro vezes de cabeça – mais uma de ombro, ao tentar cabecear, no primeiro gol em Jundiaí – e duas aproveitando rebotes de goleiros.

Há a possibilidade de Geninho escalar os dois, mas ela é muito remota, pois Guerrón deve ser mantido como um dos atacantes.

Sabendo disso, ambos precisam se empenhar ao máximo nos treinos. "[A disputa] é saudavel. Agora o treinador vai ver quem está melhor. Os dois têm bom carater e vontade de jogar", afirma o diretor de futebol Valmor Zim­­mermann, lembrando que no ano passado Nieto sofreu com problemas físicos e agora está em melhor forma. "O Lucas é um baita jogador também. É uma questão de quem se apresentar melhor para o jogo", completa.

Enquanto isso, os centroavantes seguem tentando impressionar Geninho. Se preciso, até carregam o concorrente em um treino físico no CT do Caju.

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