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Paranaense

Geninho mantém desafetos da torcida

Mesmo após as vaias de domingo, Alberto e Netinho ganham o aval do treinador. Ambos encaram o Paranavaí, amanhã, na Arena da Baixada

Netinho: “Ser vaiado é uma coisa, mas ser xingado é outra bem diferente" | Daniel Castellano/Gazeta do Povo
Netinho: “Ser vaiado é uma coisa, mas ser xingado é outra bem diferente" (Foto: Daniel Castellano/Gazeta do Povo)

As alas, o setor mais cobrado pela torcida do Atlético na derrota para o J. Malucelli, não serão alteradas contra o Paranavaí, amanhã. Alberto (pela direita) e Netinho (esquerda) seguem com a responsabilidade de ser o principal canal de produção ofensiva no 3–5–2 de Geninho.

O técnico não quer perder a principal característica da dupla – a qualidade nos cruzamentos para a área – por mais que frente ao Jotinha a arma pouco tenha funcionado. O mau desempenho dos camisas 2 e 6 fez a torcida entoar um coro original para os estádios: "Ao, ao ao, queremos lateral!"

No caso de Netinho, as cobranças foram ainda mais fortes. O meia de origem, que desde o início do ano passado atua pelo lado do campo, foi duramente hostilizado pelos atleticanos.

"Ser vaiado é uma coisa, mas ser xingado é outra bem diferente", compara o jogador, que reconhece não estar atuando bem – apesar de ser o líder de assistências do Furacão no ano com cinco passes para gol. "Entendo o torcedor e talvez se estivesse na arquibancada estaria vaiando também. Agora, nosso time tem de melhorar em muitas coisas e não é um ou outro jogador, é todo o elenco", alerta.

Nem mesmo o cruzamento para o zagueiro Chico abrir o marcador no domingo passado faz Netinho acreditar que não esteja em má fase. A diferença do futebol apresentado em relação ao término de 2008 o fez pensar em pedir para voltar ao meio-de-campo.

"Se disser que não vim para o treino pensando nisso estaria mentindo. Só que quando eu estava muito bem na ala eu não vim pedir para voltar para o meio", resigna-se ele, que junto a todo o elenco, participou de uma reunião com mais de uma hora de duração ministrada por Geninho.

O treinador mostrou ao grupo um vídeo com a edição dos erros (e foram muitos) cometidos pela equipe na derrota para o time do Barigui.

"Não posso mexer radicalmente no time. Minha ideia é equilibrar a equipe com a bola alçada e uma posse de bola maior no meio", avalia o treinador. "Por mim, esse jogo poderia ser já para conseguirmos a recuperação", avisa Netinho, que ainda conta com o apoio dos fãs na briga pelo título.

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