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Gigante Rússia vira algoz do Brasil

Nos últimos 11 anos, a seleção de Bernardinho só não venceu duas vezes a Liga Mundial. Em ambas, ontem e em 2002, os russos levaram a melhor na final

A experiência da seleção brasileira, com veteranos como Giba (7), 34 anos, e Rodrigão, 32, não conseguiu superar a juventude e a estatura  dos russos | FIVB
A experiência da seleção brasileira, com veteranos como Giba (7), 34 anos, e Rodrigão, 32, não conseguiu superar a juventude e a estatura dos russos (Foto: FIVB)

São Paulo - Fazia nove anos que o Brasil não sabia o que era perder uma final da Liga Mundial. Ontem, a Rússia voltou a tirar a seleção brasileira a chance de, em 2011, chegar ao décimo título da competição e ampliar a fama de campeã da história do torneio.

Na final de ontem, na Polônia, a Rússia venceu a final por 3 sets a 2 (23/25, 27/25, 25/23 e 22/25 e 15/11), e chegou ao bicampeonato na competição. O primeiro título foi também sobre o Brasil, em 2002.

Para chegar ao troféu, os russos apostaram em uma equipe jovem –média de idade de 25 anos–, cujo maior expoente, Maxim Mikhaylov, eleito melhor jogador e melhor bloqueador da Liga, tinha só 11 anos quando seus compatriotas calaram o Mineirinho em 2002, impondo 3 sets a 1.

Quatro jogadores da atual seleção brasileira estavam naquele revés: Giba, 34, Escadinha, 35, Dante, 30, e Rodrigão, 32. Os veteranos ajudaram o Brasil a dar o troco nos russos em outras duas oportunidades: nas finais das Ligas de 2007 e de 2010. Mas, ontem, a experiência da seleção, cuja média de idade beira os 30 anos, não foi suficiente para levá-la a seu décimo título na Liga, o nono da era Bernardinho.

Os russos, como sempre, tinham como um de seus trunfos a alta estatura de seus jogadores. A equipe tem uma média de altura de 2 metros e conta com dois centrais gigantes: Dmitryi Muserskiy (2,18 m) e Alexander Volkov (2,10 m). É verdade que ambos já eram titulares há um ano, quando a Rússia perdeu a final da Liga Mundial para o Brasil, na Argentina.

Desta vez, porém, o time europeu apresentou mais volume de jogo e um saque potente, que, em muitas ocasiões, desestabilizou o passe da equipe brasileira. Também mostraram uma vibração intensa, algo pouco comum nas seleções do país. "Nosso técnico mudou nossa cabeça, formando um nova mentalidade para o time", afirmou Muserskiy, 22, após o jogo.

Com essa nova mentalidade, a Rússia fez uma campanha quase perfeita na Liga: só uma derrota –para a Bulgária – em 17 partidas.

"A Rússia mereceu ganhar’’, reconheceu Bernardinho. "Eles puseram pressão no nosso time com o saque e o ataque. Jogaram muito bem no bloqueio", emendou.

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