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Copa 2014

Goleada política

Vereadores de Curitiba praticamente aclamam a isenção de impostos e a cessão do potencial construtivo ao Atlético. Debate foi demorado, mas somente dois políticos foram contra

O vereador Mário Celso Cunha apresentou a ideia das ruas fechadas, mas não estará na Câmara para defendê-la. | Aniele Nascimento/ Gazeta do Povo
O vereador Mário Celso Cunha apresentou a ideia das ruas fechadas, mas não estará na Câmara para defendê-la. (Foto: Aniele Nascimento/ Gazeta do Povo)
Veja como funciona o potencial construtivo |

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Veja como funciona o potencial construtivo

As duas leis necessárias no âmbito municipal para a realização da Copa de 2014 em Curi­­tiba foram aprovadas ontem na Câmara Municipal. Por unanimidade (27 a 0), os vereadores aprovaram a isenção de Imposto Sobre Serviços (ISS) para tudo que se refere ao Mundial. Também por grande vantagem (26 a 2, havia um parlamentar a mais no plenário em relação à outra votação), passou o potencial construtivo especial para o evento.

Bem mais polêmico, o projeto que tratou do instrumento imobiliário (leia mais nesta página) gerou debates por cerca de três horas e meia no plenário. Já a situação da isenção fiscal – que é exigida pela Fifa – foi resolvida em menos de meia hora.

Com o sim do legislativo mu­­nicipal, a cessão de R$ 90 mi­­lhões da moeda virtual passa ser possível para adequação do estádio atleticano. Apenas os vereadores Jair Cézar (PSDB) e Aladim Luciano (PV), que havia declarado voto a fa­­vor no dia anterior, mas afirmou ter sido mal interpretado, votaram contra.

"Sou a favor da Copa, só que não está se impondo ao Atlético a obrigação de devolver ao mu­­nicípio o dinheiro do potencial. Não pode ser assim . Isso é crédito público. Não pode ser transferido como se aqui [Câ­­mara Municipal] fosse a casa da sogra", afirma Cézar, apesar de ser da bancada de apoio ao prefeito.

Reticentes e críticos durante toda a tramitação do projeto na casa, os parlamentares do PT – Professora Josete, Pedro Paulo e Jonny Stica votaram a favor. "Condicionamos o voto favorável para a aprovação atrelado a uma emenda que obrigue o Atlé­­tico a compensar de uma maneira mais clara a cessão do potencial", pondera Pedro Paulo, satisfeito com a inclusão de uma Comissão Fisca­lizadora para averiguar o processo.

Ao todo, nove emendas ao projeto do potencial e outras quatro ao ISS foram propostas. Somente quatro pedidos sobre o auxílio da prefeitura para a engenharia financeira da Copa foram rejeitados (leia re­­­­sumo das emendas à esquerda).

O ponto mais discutido pelos vereadores foi o das contrapartidas especificadas ao Rubro-Negro no termo de compromisso assinado entre clube, estado e município. Segundo o texto, caberá ao Atlético obrigações como ceder espaço para a Se­­cre­­ta­­ria Muni­­cipal de Esporte e Lazer por cinco anos ou ceder espaço para eventos do poder público por 50 meses após a assinatura.

"Justas ou não, são as contrapartidas que o estado e a prefeitura aceitaram", diz Gláucio Geara, presidente do conselho deliberativo do Atlético. "Houve bom senso dos vereadores. O que está em jogo não é a conclusão do estádio do Atlético, mas os benefícios para a Copa em Curi­­tiba.

A cúpula da Baixada afirma já ter iniciado a fase de projetos para o início das obras. No en­­tanto, ainda não há data para o começo efetivo dos trabalhos. Somente após a Assembleia Legislativa posicionar-se a respeito do empréstimo de recursos do Fundo de Desen­volvimento Econômico (FDE) é que será realizada a licitação da construtora.

Por meio de seu Twitter, o ex-governador Roberto Requião, eleito senador, chamou os vereadores de "irresponsáveis" pela aprovação do potencial construtivo.

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Escreva para arquibancada@gazetadopovo.com.brAs cartas selecionadas serão publicadas na Gazeta Esportiva.

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