15 de outubro de 2005. Esta foi a data exata da realização do último* clássico envolvendo os times do Atlético e do Coritiba. Há quase 500 dias os torcedores Rubro-Negros e Coxas-Brancas não sentem aquele gosto amargo causado por uma derrota ou a sensação gostosa de um riso fácil pela vitória.
A partir das 17h deste domingo (11), no estádio Kyocera Arena, os dois maiores rivais do futebol paranaense escrevem mais um capítulo da história do Atletiba, um dos mais tradicionais clássicos do país. O jogo não acontecia desde 2005 porque o Coritiba foi rebaixado para a Série B do Campeonato Brasileiro naquele ano e no Campeonato Paranaense de 2006, as duas equipes ficaram em grupos diferentes, sendo eliminadas na fase classificatória antes de um possível confronto.
Em situações bem opostas, Atlético e Coritiba precisam da vitória no jogo deste domingo para "engrenarem" no Paranaense deste ano. O alviverde aposta nos jogadores revelados nas categorias de base, mesclados com algumas contratações, enquanto o Atlético recebeu dois reforços importantes Marcão e Alex Mineiro e teve muito mais tempo para se preparar.
O comentarista esportivo da Rádio Clube, Silvio de Tarso, faz um comparativo interessante sobre o jogo. "Eu acho que os clássicos como o Atletiba deveriam ser preservados e disputados a cada ano. O nome já diz, é um clássico. Você não toma vinho importado e nem tira sua taça de cristal da prateleira todos os dias".
Quem deve receber o maior prêmio no Atletiba é o torcedor. "O jogo está chamando muito a atenção do torcedor. Os coxas-brancas irão apreensivos para o estádio, já que o time ainda está numa situação complicada e enfrenta um Atlético com mais recursos e na casa dele. É uma pena que fomos privados da maior festa do futebol paranaense por todo esse tempo. O Atletiba faz parte da história e os torcedores irão com muita sede para beber nessa fonte de emoção", afirmou Tarso.
O lado emocional dos jogadores deve ser determinante para decidir o vencedor da disputa. "Ele já foi muito mais marcante como divisor de águas do que é hoje. Não tem a mesma intensidade. Se tiver algum tipo de pressão emocional, essa será mais sentida pelo Coritiba, que tem jogadores jovens e que nunca sequer disputaram o clássico. No Atlético existem atletas mais experientes, que foram campeões brasileiros e jogaram a Libertadores. Os calos adquiridos por eles dão mais tranqüilidade ao Rubro-Negro".
Arriscando um palpite, o comentarista esportivo não fica em cima do muro. "É meio perigoso para alguém que analisa o futebol dar um palpite desses para o jogo como Atletiba. Mas o Coritiba precisará fazer muita força para vencer. Se o Atlético estiver em um dia inspirado, as coisas ficarão mais difíceis. O Coritiba deverá jogar no limite das suas possibilidades, mas o Atlético preparou uma reserva especial, com mais tempo de preparação, para esse dia".
*Sem considerar o jogo da Copa 100 anos disputado pelos times "B" em 2005.



