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Fórmula 1

GP da Alemanha desfruta os reflexos do efeito Schumacher

Hockenheim tem seis pilotos do país-sede no grid de largada. Ídolo alemão se considera patriarca da nova geração

Sebastian Vettel, da Red Bull, de 23 anos, conversa com Michael Schumacher, 41, durante conferência com a imprensa na Alemanha | Kai Pfaffenbach/ Reuters
Sebastian Vettel, da Red Bull, de 23 anos, conversa com Michael Schumacher, 41, durante conferência com a imprensa na Alemanha (Foto: Kai Pfaffenbach/ Reuters)

O bom público esperado para o GP da Alemanha, já a partir dos treinos livres de hoje no circuito de Hockenheim, terá muitas opções de pilotos para torcer. Mas se o torcedor for alemão, essa dúvida tende a ser atroz: o país tem, hoje, nada menos que seis representantes na Fórmula 1. "Pode-se dizer, sim, que sou o culpado. E me sinto orgulhoso disso", disse o patriarca dessa geração, Michael Schumacher, da Mercedes, do alto de seus 41 anos.

A nação da Mercedes, BMW, Porsche, Volkswagen, Opel, Audi, alguns dos principais fabricantes de automóveis do mundo, tem na Fórmula 1 jovens pilotos de grande talento. Optaram pela carreira estimulados pelo sucesso de Schumacher, sete vezes campeão do mundo, recorde absoluto na competição. Sebastian Vettel, da Red Bull, de 23 anos; Nico Rosberg, da Mercedes, de 25; Nico Hul­ken­berg, da Williams, de 22; Adrian Sutil, da Force India, de 27; e Timo Glock, da Virgin, de 27, são unânimes em afirmar que começaram a correr de kart para seguir os passos do ídolo Michael Schumacher.

"Eu via ele correr na tevê", lembrou Vettel, considerado o mais talentoso do grupo. "Só as vitórias de Schumacher não explicariam essa geração de pilotos alemães. Junto delas vieram empresas que passaram a investir de modo geral no automobilismo, criaram programas de formação de pilotos", explicou Rosberg, companheiro de Schumacher. "Eu tinha foto dele no meu quarto. Tudo bem que depois cresci e a substituí por de mulher pelada, mas Michael foi quem me inspirou para ser piloto", afirmou Vettel.

Mas e o patriarca, além de se sentir "culpado", o que tem a acrescentar? "Quando eu coloquei o pé na Fórmula 1 de novo, neste ano, compreendi que essa meninada toda parecia estar me esperando", falou, rindo. "Se eu no começo os estimulei para me seguir, agora mais do que nunca me vencer na pista parece lhes dar um pr azer especial, o que é compreensível."

Schumacher faz uma confissão: "Uma vez eu fui assistir a uma corrida de kart porque havia um piloto que eu dizia, a mim mesmo, ser especial. Fiquei no meio da pista para ver sua maneira de pilotar, entender de onde vinha aquela velocidade impressionante", contou. "Não posso dizer que era meu ídolo também, mas eu certamente o admirava. Seu nome é Ayrton Senna."

Ao vivo

Treino livre de F-1, às 9 h, no SporTV.

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