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Tecnologia

GPS revoluciona e quebra a rotina nos treinos do Coritiba

Equipamento verifica como cada atleta se comporta em campo, medindo itens como a distância percorrida e a velocidade

Juvenilson de Souza, preparador físico do Coritiba, ajusta tecnologia aos treinos | Valterci Santos/ Gazeta do Povo
Juvenilson de Souza, preparador físico do Coritiba, ajusta tecnologia aos treinos (Foto: Valterci Santos/ Gazeta do Povo)

Um aparelho de GPS (sistema de posicionamento global, da sigla em inglês), do tamanho de uma caixa de fósforos, tornou-se equipamento obrigatório no Coritiba. Desde março deste ano, o clube utiliza a tecnologia para monitorar, literalmente, todos os passos dos atletas durante jogos e treinos.

Amarrado no calção ou dentro de um bolso interno do short, um chip colhe dados que, após as partidas, são descarregados em um computador. Um programa analisa a distância percorrida, a velocidade e a intensidade de movimentação. Apenas o goleiro, posição cujo espaço de atuação é limitado, não tem as ações registradas.

Com as informações do GPS, a equipe de preparação física verifica como cada jogador se comporta de acordo com uma escala de intensidade. Ela varia de baixa (menos de 10 km/h de velocidade), moderada (14 a 18 km/h), alta (18 a 22 km/h) e até muito alta, o chamado sprint (acima de 22 km/h).

"Você analisa os dados e vê a sequência motora que cada um faz durante o jogo. Por exemplo: um jogador vai de um trote, depois aumenta para um sprint e continua o movimento em alta intensidade", explica o preparador físico Juvenilson de Souza. Ao lado dele, o fisiologista Raul Osiecki é responsável pelo monitoramento via GPS, novidade trazida da Espanha ao clube pelo outro preparador físico alviverde, Alexandre Lopes.

Segundo Souza, a distância média percorrida por jogo é de 9 km – 80% do tempo em baixa intensidade. Por partida, cada atleta faz cerca de 20 sprints e a velocidade máxima chega a 28 km/h.

Com esse diagnóstico, que varia muito dependendo da posição de cada atleta, do local e horário da partida, do tipo de gramado e até do estilo da arbitragem, o departamento de preparação física transforma as informações em direcionamento para os treinos.

"Isso é usado para prescrever a carga de trabalho durante a semana. Temos jogado com três meias e os dados vêm mostrando que eles têm tido maior volume de ações do que um atacante", exemplifica Souza, que citou o lateral-direito Jonas, o meia Rafinha e o volante Léo Gago com alto índice de deslocamento em campo. "Com o GPS temos a confirmação se de fato o volume de atividades é condizente com o desgaste que o jogador alega", fecha Juvenilson.

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