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Fórmula 1

Grande Prêmio do Brasil altera a rotina paulistana

Prova em Interlagos, que deve receber um público de 150 mil pessoas, movimenta admiradores de velocidade, o mercado informal e o turismo

Fernando Alonso, da Renault, durante visita à escola Oscar Romero, no Jardim Santa Lúcia, bairro pobre de São Paulo | Mauricio Lima/AFP
Fernando Alonso, da Renault, durante visita à escola Oscar Romero, no Jardim Santa Lúcia, bairro pobre de São Paulo (Foto: Mauricio Lima/AFP)

São Paulo - Mesmo a maior cidade do país po­­de ter sua rotina alterada por um evento de grandes proporções. É o que sempre acontece na capital paulista às vésperas do GP do Brasil, cujo público estimado é de 150 mil pessoas durante o fim de semana – 80 mil somente no do­­mingo. Taxistas, donos de restaurantes, vendedores ambulantes, até os cambistas que insistem em aparecer... Todos se animam a tirar um dinheirinho extra. Sem falar nos avisos de alterações no trânsito e no itinerário de alguns ônibus. Até para quem não acompanha, a Fórmula 1 acaba virando assunto.

Para os forasteiros também. Ao desembarcar no aeroporto de Congonhas ontem, por exemplo, os passageiros davam de cara com um piloto de F1 desejando boas-vindas. Na verdade, um ator inteiramente caracterizado, com direito a macacão vermelho, balaclava e capacete.

Ao dar de cara com ele, um amigo chegou a comentar com o outro, mostrando estar um pouco por fora dos últimos acontecimentos na categoria: "Ah, tem corrida do­­mingo, né? A gente bem que podia ir lá dar uma força para o Felipe Massa."

Ele não errou completamente ao lembrar do piloto. Se não vai po­­der dirigir sua Ferrari em Inter­­lagos por recomendação médica, o brasileiro não deixou de ser assunto nos bastidores. Pelo contrário. Em um almoço com jornalistas, disse ser impossível o espanhol Fer­­nando Alonso, futuro companheiro de equipe, não saber da ar­­mação da Renault que lhe deu a vitória no GP de Cingapura do ano passado. A escuderia italiana se apressou a distribuir no autódromo um comunicado minimizando as declarações (leia matéria abaixo).

Foi o ponto mais quente de um dia que teve a maioria dos pi­­lotos chegando a São Paulo. O alemão Sebastian Vettel desembarcou se dizendo confiante em continuar brigando pelo título, mesmo 16 pontos atrás do inglês Jenson Button e a dois do brasileiro Ru­­bens Barrichello. Seu com­­pa­­nhei­­­ro na Red Bull, o australiano Mark Webber, aproveitou para visitar um projeto social que ensina boxe a crianças. Já Fernando Alonso visitou a escola Oscar Romero, na periferia da capital. Poucos deram as caras em Inter­­lagos.

A movimentação nos boxes era dos mecânicos, terminando a montagem dos equipamentos e começando a preparação dos carros. Ao redor, um mutirão de funcionários dava os últimos retoques no autódromo. Na sala de imprensa, dotada de 308 lugares, por ora não passou de 30 o número de pessoas trabalhando.

Panorama que mudará amanhã, quando os carros vão para a pista e o público para a arquibancada. É o que esperam ansiosamente todo ano taxistas, empresários, ambulantes, cambistas...

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