
Já diziam que quanto mais tempo um time permanece sem vencer, mais próximo está da vitória. No caso do Paraná esse ditado parecia estar bem longe da realidade, com o triunfo a perder de vista, longe no horizonte. Mas cedo ou tarde, a lógica tem que prevalecer. E foi isso o que aconteceu na noite de ontem na Vila Capanema, quando o Tricolor enfim encaixou a primeira vitória do ano, sobre o modesto Gurupi-TO, por 3 a 0.
O resultado não foi bom apenas por permitir ao time avançar à próxima fase da Copa do Brasil, mas principalmente pelo ânimo renovado que a equipe conquistou. E a classificação veio justamente na estreia de Ricardo Pinto à frente do banco de reservas. Coincidência ou não, o Paraná foi diferente em relação às partidas anteriores, jogando com facilidade e rapidez.
"A alegria voltou à Vila", resumiu o técnico, dando outro significado à vitória. Mais do que isso, o treinador quis deixar claro que o resultado é fruto do trabalho que começou com o auxiliar Ageu Gonçalves, resultando no que se viu dentro de campo. "Não só a alegria, mas também voltou a vontade de jogar futebol", emendou.
Apesar do triunfo, o treinador quer espantar a sensação de que agora tudo está resolvido. Pelo contrário. Para ele, existe um longo caminho a percorrer e muito trabalho por fazer. Apesar disso, não nega que agora fica mais fácil buscar novas rendenções. "O estado de guerra e de alerta continua. Veio a primeira vitória e isso vai fazer com que o time cresça."
Douglas Packer afirmou que o resultado é fruto de uma evolução natural do time e também da filosofia do recém-chegado treinador. "Ele [Ricardo Pinto] trouxe um novo ânimo no ambiente de trabalho. A equipe está com um espírito diferente e daqui para frente será assim", indicou o autor do gol que fechou o placar.
Ricardo Pinto, entretanto, rechaça o papel de simples psicólogo. "A motivação é importante, mas como o Muricy [Ramalho, técnico do Fluminense] sempre diz, não sou motivador, sou treinador de futebol. Estou feliz com o que houve", resumiu o treinador, que já sabe como quer seus comandados contra o Cascavel, no domingo, pelo Paranaense. "Quem vier à Vila Capanema vai ver um time brigando e com vergonha na cara."



