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Copa do Brasil

Gurupi ajuda o Paraná a sorrir pela primeira vez

Depois de um jejum de 11 jogos oficiais, Tricolor consegue “estrear” no ano. Ricardo Pinto exalta poder de reação do grupo

Redenção: depois de um longo jejum, jogadores do Paraná celebram a primeira vitória da temporada em jogos oficiais | Pedro Serápio/Gazeta do Povo
Redenção: depois de um longo jejum, jogadores do Paraná celebram a primeira vitória da temporada em jogos oficiais (Foto: Pedro Serápio/Gazeta do Povo)

Já diziam que quanto mais tempo um time permanece sem vencer, mais próximo está da vitória. No caso do Paraná esse ditado parecia estar bem longe da realidade, com o triunfo a perder de vista, longe no horizonte. Mas cedo ou tarde, a lógica tem que prevalecer. E foi isso o que aconteceu na noite de ontem na Vila Capanema, quando o Tricolor enfim encaixou a primeira vitória do ano, sobre o modesto Gurupi-TO, por 3 a 0.

O resultado não foi bom apenas por permitir ao time avançar à próxima fase da Copa do Brasil, mas principalmente pelo ânimo renovado que a equipe conquistou. E a classificação veio justamente na estreia de Ricardo Pinto à frente do banco de reservas. Coincidência ou não, o Paraná foi diferente em relação às partidas anteriores, jogando com facilidade e rapidez.

"A alegria voltou à Vila", resumiu o técnico, dando outro significado à vitória. Mais do que isso, o treinador quis deixar claro que o resultado é fruto do trabalho que começou com o auxiliar Ageu Gonçalves, resultando no que se viu dentro de campo. "Não só a alegria, mas também voltou a vontade de jogar futebol", emendou.

Apesar do triunfo, o treinador quer espantar a sensação de que agora tudo está resolvido. Pelo contrário. Para ele, existe um longo caminho a percorrer e muito trabalho por fazer. Apesar disso, não nega que agora fica mais fácil buscar novas rendenções. "O estado de guerra e de alerta continua. Veio a primeira vitória e isso vai fazer com que o time cresça."

Douglas Packer afirmou que o resultado é fruto de uma evolução natural do time e também da filosofia do recém-chegado treinador. "Ele [Ricardo Pinto] trouxe um novo ânimo no ambiente de trabalho. A equipe está com um espírito diferente e daqui para frente será assim", indicou o autor do gol que fechou o placar.

Ricardo Pinto, entretanto, rechaça o papel de simples psicólogo. "A motivação é importante, mas como o Muricy [Ramalho, técnico do Flu­­minense] sempre diz, ‘não sou motivador, sou treinador de futebol’. Estou feliz com o que houve", resumiu o treinador, que já sabe como quer seus comandados contra o Cascavel, no domingo, pelo Paranaense. "Quem vier à Vila Capanema vai ver um time brigando e com vergonha na cara."

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