
Buenos Aires, Argentina - São 18 anos sem taça. O melhor jogador do mundo à inteira disposição porém contestado pelos compatriotas. E, principalmente, uma torcida ansiosa por títulos. Não poderia ser maior a pressão sobre a Argentina pela conquista da Copa América em casa.
Se não der a volta olímpica nesta edição do tradicional torneio continental, os hermanos baterão o recorde negativo sem conquistas. O maior período foi entre 1959 e 78 (19 temporadas).
Cenário de expectativa e cobranças intensas que a Alviceleste passa a vivenciar a partir de hoje, às 21h45, no Estádio Ciudad de la Plata, a 57 quilômetros de Buenos Aires, diante da Bolívia. O embate abre o torneio no país vizinho.
Adversário de histórico inexpressivo, aparentemente ideal para uma estreia tão aguardada. Não fosse um detalhe incômodo: no último encontro entre os dois, nas Eliminatórias da Copa do Mundo 2010, os bolivianos enfiaram 6 a 1.
"Sabemos da nossa responsabilidades e estamos em busca de uma excelente Copa. Temos a obrigação de ganhá-la. A Argentina necessita vencer o quanto antes", diz Ezequiel Lavezzi.
Resta aguardar e ver se Messi fará o mesmo, tendo de lidar com um peso muito maior para confirmar o favoritismo. Como estampou durante a semana o periódico local Muy, ao lançar o guia da disputa, o baixinho é El Messias Del sueño de los argentinos.
O técnico Sérgio Batista também aposta todas as fichas no craque. "Contar com o melhor jogador do mundo significa muito e temos de garantir que ele se sinta cômodo para que renda da melhor maneira, porque é uma vantagem enorme", afirma El Checho.
Messi anseia o título tanto quanto a seleção. É mais uma chance de ele modificar a imagem de jogador "europeu" disseminada em sua terra natal, reforçada pelo insucesso no Mundial da África. Tevez, conhecido como o jugador Del pueblo, tem mais moral.
E se não bastassem os próprios problemas, a Argentina tem pela frente o Brasil, um rival pra lá de inconveniente. Das cinco edições anteriores da Copa América, a seleção canarinho faturou quatro. As duas mais recentes,traumáticas.
Em 2004, no Peru, a Alviceleste vencia por 2 a 1 quando, nos acréscimos, Adriano empatou. Nos pênaltis, deu Brasil. Três anos depois, Riquelme, Messi e cia brilhavam na Venezuela, enquanto o time de Dunga penavam. Na final, 3 a 0 Brasil. Retrospecto capaz de deixar os donos da casa um tanto sem jeito com o provável encontro do dia 24 de julho. "Não podemos pensar na final. Mas seria muito bom ganhar, contra quem for", declara o volante Fernando Gago.
Ao vivo
Argentina x Bolívia, às 21h45, no SporTV, ESPN Brasil e BandSports.



