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Paranaense

Hoje tem goleada no Caldeirão?

Atlético aposta na sua vocação ofensiva em casa para bater o ACP no 150.º jogo de Vadão no clube

O Paranavaí chega com pose a Curitiba. Os mais poderosos clubes do estado não assustam o Vermelhinho: empatou com o Coritiba, venceu o Paraná e, para completar o serviço, impôs derrota dupla ao Atlético. Mas não será fácil ao "carrasco" da capital manter a banca diante da perigosa combinação desta tarde: Oswaldo Alvarez + Arena + Campeonato Paranaense.

O compromisso de hoje, às 16 horas, vale o jogo número 150 de Vadão à frente do Atlético. O comandante atribui a marca à confiança da diretoria atleticana no seu trabalho. Modéstia. O que contam mesmo são os resultados.

E quando o compromisso é Estadual e em casa, Vadão é insuperável. Seus times voam na Arena e costumam arrasar os oponentes com goleadas.

Uma vocação antiga. Apesar de o título ter vindo com dois empates sofridos no Atletiba, não faltaram placares elásticos no Paranaense de 2001. Entre os melhores, 4 a 0 sobre Portuguesa e Francisco Beltrão e 5 a 3 no Rio Branco. A média de gols em casa chegou a 2,8.

Esse ano melhorou. O Atlético mandante tem a artilharia mais poderosa da Arena (desde 99) no torneio caseiro. Foram 29 gols em nove jogos. A média é de 3,2 tentos por rodada e se iguala aos números do Supercampeonato 2002. Naquele ano, com a participação do trio da capital apenas nos jogos finais, a equipe fez apenas quatro partidas em casa e balançou a rede 13 vezes.

Se for considerada apenas a campanha do Furacão – ou seja, sem o Ventania de Ivo Secchi – , aí é covardia. Os titulares de Vadão marcaram 20 vezes, irresistíveis 4 gols por jogo.

Se já era o bastante para deixar o Paranavaí em alerta, o Rubro-Negro desta tarde terá ainda a volta de seus principais atletas. Cléber, Evandro, Ferreira e Alex Mineiro, todos suspensos no tropeço de quarta.

Oswaldo Alvarez é o treinador com maior tempo de casa da "Era Petraglia" (desde 96). Nas suas três passagens pelo clube contabiliza 72 vitórias, 35 empates e 42 derrotas. Vadão se orgulha da pouca rotatividade nos 15 anos de carreira como treinador (tem 50 de idade).

"Essa é uma característica minha. Tirando algumas eventualidades, sempre fico um longo tempo ou passo várias vezes nos clubes. No Mogi fiquei quatro anos e meio, pelo Guarani bati o recorde com o (presidente) Beto Zini", conta.

No aniversário de um ano no clube, chegou a ganhar um bolo comemorativo da imprensa campineira, acostumada a noticiar demissões a cada tropeço do Bugre.

No Atlético, mesmo com tantos jogos, elege fácil o mais importante. Uma derrota. Mesmo com o 2 a 1 para o Cruzeiro em Belo Horizonte (21/12/99), o clube garantiu a classificação inédita à Libertadores, graças aos 3 a 0 no jogo anterior da seletiva. O mais triste também tem relação ao torneio continental: a eliminação nos pênaltis em maio do ano seguinte para o Atlético Mineiro.

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