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Veja a ficha técnica do jogo| Foto:

Craque

Roger

Rejeitado pelo Atlético, o centroavante, de 25 anos, marcou dois gols. Fez um de cabeça e também mostrou habilidade com a bola no pé ao livrar-se do goleiro e sofrer o pênalti no segundo do Bugre.

Bonde

Marcelo

O atacante foi totalmente improdutivo. Tanto pela esquerda como pela direita, quando conseguia dominar a bola era sempre desarmado ou errava o passe. Não é à toa que o Atlético corre desesperadamente atrás de um atacante de velocidade.

Guerreiro

Chico

O volante foi a melhor saída do Atlético na armação de jogadas. Incansável, era sempre com ele que o Rubro-Negro começava. Isso até ser recuado pelo treinador Leandro Niehues no segundo tempo.

  • Precisão: o goleiro Douglas esticou-se todo, mas não conseguiu evitar o golaço de Netinho em cobrança de falta. Gol deu esperança à torcida, mas não significou vitória atleticana

Sofrendo após o vice-campeonato estadual e as suadas fugas do rebaixamento nos dois últimos anos no Brasileiro, a torcida do Atlético viu um jogador desprezado pelo clube fazer dois gols e determinar o empate de ontem, por 2 a 2, contra o Guarani, na Arena. O atacante bugrino Roger, emprestado pelo São Paulo, mandou a bola para a rede de cabeça e de pênalti – Netinho, de falta, e Alex Mineiro, também cobrando penalidade máxima, marcaram para os donos da casa.

O nome do camisa 9 da equipe campineira chegou a ser especulado na Baixada, mas a possibilidade da contratação nunca foi confirmada. O pior é que o próprio centroavante tentou se transferir para o Furacão.

"Fiquei sabendo das especulações e pedi ao Carlinhos Neves [preparador físico são-paulino] para falar com dirigentes do Atlético, já que estava sem jogar. Infelizmente não houve o interesse e agora estou no Guarani", lamenta Roger, referindo-se à amizade entre Neves e o diretor de futebol atleticano Ocimar Bolicenho, velhos conhecidos do Paraná dos anos 90.

Como ele não veio, o Rubro-Negro preparou-se para marcá-lo. Mas isso não foi feito com competência, irritando o técnico Leandro Niehues. Nos treinos e preleções o treinador havia alertado sobre o jogador, principal nome de uma equipe refeita após péssima campanha na Segundona do Paulistão.

"Não cito nominalmente, mas erramos. Havia dito que o Roger faz muito bem uma situação [deslocamento] da marca do pênalti para o segundo pau", disse Niehues. O avante do time paulista foi decisivo, sofrendo inclusive a penalidade que originou o segundo gol, após falha dos zagueiros Bruno Costa e Leandro.

Apesar dos avisos, Niehues não pôde fugir dos erros que cometeu. Mesmo sem uma atuação brilhante, o Atlético pressionava e poderia ter virado o marcador na segunda etapa. Mas o técnico fez duas mudanças que aniquilaram a equipe.

Primeiro recuou Chico, um dos melhores no meio, para a saída de Bruno Costa e a entrada de Valencia. Depois, apenas aos 38 minutos da etapa final, colocou um terceiro atacante, mas errou ao tirar o ala-direito Wágner Diniz em vez de um zagueiro ou volante.

"O Chico estava bem e só tirei o Bruno por que ele estava sentindo a coxa. Fui alertado pelo Dr. Edílson Thiele e tomei a decisão", tentou explicar.

As cobranças da arquibancada foram duras, mostrando que a paciência da torcida com o treinador novato começou a acabar. Somando Paranaense, Copa do Brasil e Brasileiro, são seis jogos sem vencer.

"Com um técnico consagrado talvez tivessem mais paciência. Não falo da torcida, mas de situações orquestradas que ocorrem. Todos sabem da briga ferrenha que existe nos bastidores", reclamou, lembrando até do embate entre o atual (Marcos Malucelli) e o ex-presidente do Atlético (Mário Celso Petraglia).

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